Você pode aumentar o pênis? / Sexo com Esther – Arquivo Digital de Notícias da Colômbia e o Mundo a partir de 1.990

Em um mundo faloidólatra não é raro que, acima, inclusive, da própria natureza, e não poucos homens lançarão mão de tudo quanto lhes passa pela frente para aumentar o tamanho do seu melhor amigo.


Gostaria de esclarecer que nem isso, nem o fato de que o pênis é considerado o símbolo máximo da masculinidade, é uma coisa de agora.


Os egípcios, por exemplo, adoravam ao deus Osíris, cujo símbolo era um falo desproporcional. Os gregos, por sua vez, deram-se a conhecer como adeptos passionais do culto fálico, que recriaram até em itens de uso diário. São famosas as vasilhas de barro, cobertas de pinturas e de pênis ereto contra os quais tiveram de curvar-se as bacantes, que eram adoradoras do deus Baco.


Essa é apenas uma mostra de que, ao longo da história, o pau –e o seu tamanho, é claro– tem estado associada à fertilidade; é mais, não perdeu seu protagonismo, mesmo quando, desde os romanos, é claro que a fecundidade reside em um anexo vizinho: os testículos.


Apesar disso, os homens continuam desejando que seu pênis tenha um pouco mais o que a natureza lhes deu. E a razão está em que os resultados de várias pesquisas que demonstram que os senhores se sentem francamente desconfortáveis quando comparando o seu com o de outros machos ou com o imaginário que têm sobre esse tema.


Não é uma invenção. É mais: o fenômeno deu lugar ao chamado “síndrome do vestiário”, que descreve muito bem a angústia que sentem quando crêem que seu próprio sistema é sempre menor do que o dos outros.


O curioso do assunto é que alguns estudos da Associação Americana de Urologia demonstram que a maioria das vezes a ansiedade gerada pelo tamanho do pênis tem pouca relação com o tamanho real do mesmo.


Verificou-Se, de fato, que, em boa parte dos casos, os homens que buscam soluções (principalmente cirúrgicas) para ganhar alguns centímetros a seu melhor amigo, realmente têm pênis de tamanho normal.


A verdade é que a percepção cola mais com a auto-estima; não se verificou, de fato, que, após a cirurgia melhora a auto-estima dos senhores.


‘Um centímetro mais’


Não importa o que ou o quanto se diga, sempre haverá homens dispostos a submeter-se a tudo com tal de ganhar um centímetro a mais. Mas, quão eficazes são os métodos mais comuns? Vale a pena dar uma olhada no que a ciência tem a dizer sobre isso.


Quadro Oderda e Paolo Gontero, urologistas da Universidade de Turim, revisaram vários estudos disponíveis sobre técnicas de cirurgia de alongamento peneano.


Uma das mais comuns é a dissecção do ligamento disensor, que oferece aumentos de comprimento entre 1,3 e 2,5 centímetros. Segundo os pesquisadores, de um grupo de 121 homens que se submeteram a ela, a maioria declarou-se inconforme com os resultados, principalmente porque alguns deles ereções em ângulos estranhos e até mesmo desmejoras em atividade sexual.


Alguns especialistas têm ido mais longe e garantem que o processo apresenta “um nível inaceitável de complicações que chegam a se tornar perigosas”.


Outros, claro, disseram sentir-se muito bem, mas, essencialmente, a partir do plano estético, não funcional. Isso quer dizer que a melhoria não é a norma.


Quanto aos métodos não cirúrgicos, os mesmos autores submeteram-se a revisão dos extensores de pénis, esses dispositivos que se baseiam no sistema de tração para aumentar as dimensões do pênis. Os senhores podem levá-los discretamente sob a roupa e mantê-los durante todo o dia.


De acordo com os pesquisadores, esses dispositivos conseguiram relações entre média de 1,8 centímetros, mas apenas se os interessados os utilizavam mínimo de seis horas diárias, durante quatro meses seguidos. Também se evidenciou um aumento de até dois centímetros do pênis em posição de repouso e de 1,7 cm em ereção, se o senhor os usou de forma “adequada” de quatro horas diárias contínuas, durante seis meses ininterruptos.


Outra ferramenta muito difundida, principalmente a partir do plano comercial, é a bomba de vácuo que aspira e tensa ao pênis. Embora oferece resultados milagrosos em um curto espaço de tempo, estudos sérios feitos sobre o particular, têm demonstrado que, ao cabo de seis meses, não conseguem nenhum tipo de lucro real, embora a maioria dos homens que o utilizam experimentam uma espécie de satisfação, mas do ponto de vista psicológico.


Outros exames são tocado de forma técnica os exercícios de alongamento do pênis, muito difundidos pela rede. Depois de colocar alguns pacientes a prova, não registaram qualquer tipo de eficácia.


Em voga, e muito socorridos também em alguns homens, ansiosos, são os chamados anéis elásticos ou rígidos que se localizam ao redor da base do pênis, e que se oferecem para aumentar o tamanho. Estes, meus amigos, há muito o que dizer, porque a análise sérios informam que a muito poucos pacientes, que paralelamente têm algum tipo de tratamento médico. Melhor dito: ainda há pouca informação, como para tirar conclusões sobre os resultados.


Certamente haverá mais técnicas e ofertas que vão desde massagens e pomadas até orações e cerimônias. O certo é que, em honra da verdade, a estas alturas, pode-se concluir que, com excepção dos tais extensores, o resto simplesmente não funciona.


Assim as coisas, e para resumir, senhores, resta dizer que, na maioria dos casos, muitos buscam prolongar algo que realmente não têm cortico para nada. Para que se preocupar então? Até logo.


Com informações de ‘O pênis ao longo da história’ e www.sexualidad.doctisisimo.es


Símbolo onipresente


Priapo, com seu sexo de gigante e em ereção perpétua, é a alusão romana ao pênis. Sua imagem é onipresente, ao ponto que a sua forma, invadiu não somente o ambiente cotidiano, mas que se tornou um acessório de beleza, e até sinal de orientação. Tudo como culto à fecundidade.


Na Idade Média surgiu a braguilha, mas não como a conhecemos hoje. Tratava-Se de uma tela colorida e recheada com o que se pretendia ocultar o falo, mas que, na verdade, dava a entender que essa área do corpo, não podia ser ignorado.


Durante as conquistas foram encontrados, em diferentes regiões da América, homens nus de algumas comunidades nativas que exibiam seus sexos em repouso cobertos com capas volumosas, para atrair a atenção. Até mesmo, dependendo da hierarquia, chegaram a cobri-los de ouro, como em algumas culturas andinas pré-colombianas.


ESTER, POIS, BALAQUE
Para O TEMPO

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