Biografia sobre Radiodifusores

Pedro Antônio Bernardi

Jornal O ESTADO DO PARANÁ 17/10/2007 - Atualizado em 19/07/2008

Comunicador e evangelizador Pedro Antônio Bernardi

Ele é uma universidade caminhante. Humanista cristão por excelência, encarna modéstia, caridade e amor a Deus e ao próximo. É profissional versátil, eclético, ético e sapiente, companheiro fiel e amigo de todas as horas. Parece enxergar a justiça com olhos divinos. Age incansavelmente para fortalecer os costumes morais, a qualidade de vida em família e melhorar as instituições e a sociedade. Este é o jornalista Vicente Mickosz, exemplo para o jovem que quer seguir a carreira de comunicador, ser honesto, respeitar e evangelizar o povo e o reino. “Ele é um ícone cada dia mais admirado, um vulto do rádio no Brasil”, destaca um reitor de universidade.

Nos últimos 50 anos, Mickosz atuou como superintendente e gestor de emissoras de rádio, coordenador de programas televisivos, chefe de gabinete de reitor. Por iniciativa pessoal, elaborou projetos e obteve uma concessão de rádio e outra de TV, ambas em funcionamento em Curitiba e região. Em 18/4/1999, transmitiu diretamente do Vaticano, para mais de uma centena de emissoras de rádio, a solenidade de canonização de São Marcelino Champagnat, São João Calábria e Santa Agostinha Lívia Pietrantoni.

Se quisesse, podia ser uma estrela, um popstar do rádio. Entretanto, nunca usou os veículos de comunicação para se promover, tampouco procurou títulos e honrarias. Por se destacar nas atividades de apoio às causas defendidas pela igreja, a Câmara de Vereadores de Curitiba concedeu, em maio de 2007, o Prêmio Papa João Paulo II. Utilizou e geriu os veículos de comunicação tão-somente para informar, educar, evangelizar e entreter. Executa projetos e aponta motivações para a pessoa se relacionar autenticamente com Deus. Testemunha a sua fé densa e de qualidade por meio de obras, serviços e gratuidade.

O mestre Vicente não se destaca só como fundador e administrador de emissoras de rádio, mas como educador de comunicadores. Nos quadrantes do Brasil e, até, no Vaticano e em outros países, há discípulos seus. Seguidamente, ministra palestras para universitários, oportunidade em que repassa vasto acervo de conhecimentos, experiências e formação moral e cristã aos jovens.

Para cuidar bem das pessoas e das instituições a que serviu, Vicente muitas vezes excedeu-se. Nos dias úteis, trabalhava 14, 16, 20 horas, passava noites e noites elaborando projetos e roteiros, nos sábados e domingos gravava para rádios e TVs. Custeava viagens de trabalho com seus próprios recursos. Pela sua competência e disponibilidade, a cada etapa vencida, era exigido de Mickosz mais um pedaço de si, de sua jovialidade e energias, de sua prodigiosa inteligência e fantástica capacidade de viver e ensinar a viver a humildade e a lealdade.

Concretamente, Mickosz é mais fazer do que esperar acontecer. Ele se antecipou à modernidade. Empenhou esforços para abrir novos canais de comunicação, como a concessão de uma emissora de rádio e outra de TV e a estruturação da repetidora da Rede Vida. Lutou, buscou e conseguiu o que quis. Cada palavra que pronuncia é semente fértil para o coração, a alma e a mente. Ave, palavra! Salve, gratidão! A ingratidão esmaga, abafa, sufoca.

Pedro Antônio Bernardi é jornalista e professor, consultor de comunicação, autor do livro Palavra amiga.  (pedro.professor@gmail.com) Jornal INDÚSTRIA & COMÉRCIO 24-Setembro-2008 CASAL NA PISTA DA PERFEIÇÃO: VICENTE E ARIETE MICKOSZ.

Pedro Antônio Bernardi

Dia 24 de setembro de 2008, o jornalista Vicente Mickosz e a professora Ariete de Andrade Mickosz celebraram 55 anos de vida matrimonial. É um casal que coloca diariamente em evidência valores perenes, necessários para dignificação da espécie, como amor, afetividade, respeito, solidariedade e espiritualidade. Eles se completam na unidade, voluntariado, atividades sociais e educativas, conjugação harmoniosa de objetivos familiares, obras comunitárias e religiosas.

Vicente e Ariete dialogam em igualdade de condições com as três filhas e neta, independente de idade, grau cultural, estágio escolar e profissional. Na integração familiar popularizam o insumo da sabedoria, propagam conhecimentos formativos e informativos, ampliam horizontes da real comunhão. Eles se gostam apaixonadamente, porque dialogam e se respeitam; quando um fala os outros ouvem. Exaltam e praticam valores como a entreajuda, a consciência crítica, o diálogo, a linguagem clara e compreensível, a originalidade e personalidade de cada um, a mensagem de conforto, a libertação de tabus, a inspiração, o desprendimento às coisas transitórias, a valorização das conquistas, a conversa franca e amiga, a afetividade madura. Conseguem superar dificuldades de qualquer natureza com o poder, a força e o alcance do amor, da união e da cordialidade.

São essencialmente sábios. Hábitos como fazer as refeições em conjunto, celebrar datas solenes com a televisão desligada, sentar-se numa roda para conversar, fazer o sinal da cruz ao levantar-se e deitar-se, agradecer a Deus pela generosidade do alimento posto sobre a mesa, participar da missa e do culto dominical são âncoras consistentes e simples que educam, protegem e fortalecem a generosa família Mickosz. Vivem de mente aberta para o carinho, a cautela e a afetividade. A realização e a felicidade estão presentes nas ações, amizade e estabilidade familiar de Vicente e Ariete. É uma família que exerce a missão no trabalho, estudo e atividades religiosas, profissionais, educacionais e cívicas. Bem sabem que atitudes e exemplos formam  raízes da paz e da harmonia. Neste ambiente nascem os sentimentos de amor e respeito e se acendem as luzes para o bem.

Uma festividade comemorativa de 55 anos de casados não se encerra neste dia 24 de setembro. Palavras, discursos e publicações também são meros gestos de carinho, articulações públicas de agradecimentos, manifestações de amizade e lealdade. O amor que Vicente e Ariete tem um pelo outro e por todos, indistintamente, é a mais pura e completa doação a um só tempo. A família Mickosz é expressão humana e revelação de um ato sagrado. Sempre foi assim: eles choram e riem juntos, procuram valorizar afinidades, desenvolvem a mesma filosofia que dignifica o ser humano, não aquela filosofia que é aprendida nos bancos escolares, mas a da sabedoria e vivência do amor. Mais ainda: eles mantêm vivos os estimulantes ideais juvenis. Para o casal Mickosz, a prece em família é substância da fé, da união e do bem-estar em todas as dimensões. A oração não é fórmula para conseguir de Deus auxílios materiais; é convicção, alimentação, sustentação das esperanças futuras, da crença de que existimos pela vontade e bondade de um Ser Superior que promove e inspira o ser humano. Em suma, o amor e a família são as maiores riquezas da vida e das obras de Vicente e Ariete Mickosz. Pedro Antônio Bernardi é jornalista, economista e professor, consultor e assessor de comunicação social, palestrante, autor do livro Palavra amiga. (pedro.professor@gmail.com)