Biografia sobre Radiodifusores

SÉRGIO ZAMBIASI

SÉRGIO ZAMBIASI

Sérgio Pedro Zambiasi nasceu em 9 de setembro de 1949, na cidade de Encantado, Rio Grande do Sul. Descendente de italianos, era o sétimo filho de uma família de oito, é casado com Reni Zambiasi, têm três filhas: Tatiana, Tâmara e Tássia. O início de Sérgio Pedro Zambiasi no rádio foi em 1967, numa experiência repentina. Era estudante do ginásio, que curtia os Beatles e os ídolos da Jovem Guarda (Roberto Carlos, Wanderléa e outros). Juntamente com um grupo de amigos resolveram comprar um espaço da Rádio Cristal, da cidade gaúcha de Soledade, num sábado a tarde, onde apresentaram “A explosão da Jovem Guarda”.

Este foi, então, o primeiro contato de Zambiasi com o microfone. Passado algum tempo após esta primeira experiência, no final do ano de 1968, surgiu a oportunidade de fazer um teste para locução de rádio, quando foi aprovado. Assim, no dia primeiro de janeiro de 1969, Sérgio Zambiasi estreou como locutor da Rádio Cristal, de Soledade, onde além da locução fazia um pouco de tudo, desde redação de notícias até cuidar da portaria da emissora. A valorização profissional veio através de sucessivas passagens para outras rádios, como no caso, na Rádio Alto Taquari, de Estrela-RS, onde estreou, por coincidência, no dia primeiro de janeiro de 1971. Nesta emissora Zambiasi trabalhou até 1973.

O trabalho realizado nas rádios do interior proporcionou ao comunicador muita experiência, esclarece Zambiasi; foi a base de tudo, foi onde ele aprendeu a conhecer o microfone, foi: “o princípio desta intimidade que o comunicador cria no microfone”. São nestas emissoras, que segundo ele, o comunicador aprende a ter responsabilidade profissional, uma vez que as pessoas exigem muito mais dele. Na cidade do interior quase todas as pessoas se conhecem, sabem quem são os indivíduos que trabalham na rádio, e portanto, cobram com maior freqüência. Em 1973, Sérgio Zambiasi teve a oportunidade de fazer um teste na Rádio Difusora de Porto Alegre, tendo sido aprovado para exercer a função de locutor e jornalista. Dentro da área de jornalismo trabalhou como repórter, passando desde a reportagem policial até a política. A única experiência que Zambiasi não teve, foi a de atuar como repórter esportivo, visto que a Rádio Difusora não fazia cobertura de esportes.

A experiência como jornalista durante um período de 6 anos, foi para ele de suma importância, pois praticou as mais diversas funções, como: radioescuta, teletipo, reportagem, redação. Integrou a equipe de redação da Rádio Difusora, no horário das quatro horas da madrugada, quando era apresentado o Radiojornal da Manhã. Este foi um radiojornal pioneiro na época, pois era feito em cadeia nacional via Embratel, e, constava com a participação de emissoras como Jovem Pan de São Paulo, Rádio Continental do Rio de Janeiro, uma rádio de Maceió, outra de Belo Horizonte, explicou Zambiasi. Este conjunto de experiências a qual Zambiasi vivenciou lhe proporcionou a já citada valorização profissional, pois soube tirar proveito de tudo o que aprendeu em cada uma delas.

A opção pelo trabalho que realiza, atualmente, surgiu quando atuava na Rádio Difusora AM, já na condição de gerente. A emissora começou a inovar em termos de programação, e Zambiasi teve a chance de propor algumas idéias, que acreditava poderiam dar certo, justificando para isso sua grande experiência obtida em emissoras do interior do Rio Grande do Sul. Zambiasi se classifica como um apaixonado pelo rádio, por isso explica que não só a sua passagem pelas rádios do interior lhe serviram de base, como também observações que ele fazia sobre a programação de outras rádios: “Esta experiência adquiri no interior do Estado, adquiri ali no jornalismo, ouvindo emissoras de todo o Brasil, e procurando, então, buscar uma forma de comunicação baseada em sistemas, em maneiras dos diversos tipos que ouvia pelo rádio, e procurando criar o meu tipo”.

Criado, então, o estilo, Zambiasi foi se aperfeiçoando. Foi o que aconteceu quando ele saiu da Rádio Difusora para trabalhar na Rádio Itaí, onde permaneceu quase um ano, e onde encontrou um campo propício ao seu estilo, uma vez que esta emissora já estava voltada para o grande público, que em sua maioria pertencia às classes D e E. Zambiasi deixou a Rádio Itaí para retornar à Rádio Difusora. Esta emissora estava mal posicionada em termos de IBOPE, e ele aceitou assumir esta grande responsabilidade de tentar reerguer uma emissora de rádio. Foi um desafio, como ele classifica, pois estava tentando introduzir uma nova proposta numa emissora que não tinha tradição de ter um grande público ouvinte.

E não deu outra. Em apenas três meses Sérgio Zambiasi conseguiu, com seu estilo e muito trabalho elevar de forma espantosa a audiência daquela emissora. Foi a prova de que ele era um campeão de audiência. A resposta positiva obtida na Rádio Difusora lhe rendeu a transferência para a Rádio Farroupilha, que ele classifica como sendo o grande boom, a explosão a nível popular, visto que contou com apoio de toda uma rede de comunicação, e onde teve a possibilidade de implantar seu projeto de rádio: “uma rádio popular, comunitária e solidária. Uma rádio que falasse a mesma linguagem do grande público, e que com o apoio recebido da direção, possibilitou um crescimento que ele mesmo explica: “nós conseguimos aumentar a audiência e crescer a níveis assim nunca vistos, ainda, em rádio no Sul do Brasil”.

O comunicador do Programa Comando Maior, da Rádio Farroupilha AM, acredita que seu futuro profissional como radialista popular dependerá muito de seu desgaste físico e emocional, que afirma serem em demasia. Apesar disto, gosta do trabalho que executa. Sente-se gratificado. Afirma que é um trabalho que exige muita seriedade, responsabilidade e respeito ao ser humano, as suas angústias: “As pessoas me procuram para buscar muitas vezes soluções individuais, outras coletivas pela própria transparência da forma como trabalho. É uma coisa muito clara, muito simples de ser observado se é sério ou não. As pessoas sabem que o trabalho que eu faço é sério”.

Sérgio Zambiasi não se considera um fenômeno da comunicação. Ele afirma ser um trabalho normal, que se dedica com muito empenho em sua profissão e que busca realizar suas funções de maneira correta. “Fazendo um trabalho certo, correto não é ser fenômeno, é o normal”.