Biografia sobre Radiodifusores

MÁRIO PINTO

A IRREVERÊNCIA MARCANDO A VIDA DA CIDADE

MÁRIO PINTO

Ao longo de 70 anos, a Rádio Charrua transformou vários nomes em sucesso e foi impulsionada pelo talento de muitos de seus profissionais. Mas nenhum marcou tanto a cidade de Uruguaiana, Rio Grande do Sul, por um período tão longo, quanto Mário dos Santos Pinto, ou simplesmente Mário Pinto, que aqui chegou na década de1940 e até morrer, em maio de 1983, aos 73 anos, foi quase um sinônimo de rádio feito com inteligência, malícia e bom humor.

Fulana de Tal levou uma tremenda surra de seu companheiro, Florestal Pinheiro. Também, minha senhora, um marido com esse nome só podia dar galho... Comentários como este, acompanhando as notícias de polícia, esporte, política ou geral, surgiam naturalmente no dia-a-dia de Mário Pinto e compunham seu estilo inconfundível, completado por "furos" jornalísticos memoráveis e grande presença de espírito.

Antes de vir para Uruguaiana, Mário Pinto fora atleta do Internacional, de Porto Alegre, conquistando vários títulos como corredor; em seguida, tornou-se radialista e colega de renomados profissionais, como Cândido Norberto. Assim, chegou à Charrua já sabendo fazer quase tudo, e aqui diversificou ainda mais, atuando como animador, repórter policial e político e liderando a audiência do rádio na região com seu Expressinho das 13 Horas.

O sucesso era tanto que Mário Pinto elegeu-se vereador pelo extinto PSP. E nunca perdeu o bom humor, que lhe rendia tiradas memoráveis, tanto na Câmara Municipal como no rádio. Com o futebol de Uruguaiana no auge, o técnico do Sá Viana improvisou o zagueiro Carpim no meio campo. O Sá Viana não foi bem e Mário Pinto comentou: "Eu sempre disse que Carpim não era meia...".