Biografia sobre Radiodifusores

GASOLINA

GASOLINA

A história do “Sammy Davis dos pobres”, o Gasolina, começou na Rádio Gaúcha de Porto Alegre, onde Antônio Monte de Souza, este seu nome de batismo, ingressou no rádio. Era um gari, varredor, personalidade afável, simpática, que se revelava muitas vezes num largo sorriso. Antes de o chamarem na intimidade das buates de “Sammy Davis dos pobres”, seu apelido único era Gasolina, ficando assim conhecido artisticamente. Gasolina partiu para o Rio de Janeiro, onde, mesmo ajudado por Silvio Caldas, César de Alencar e Nelson Gonçalves, acabou, como ele mesmo dizia, “encostado” no Programa César de Alencar.

Foi em São Paulo que recebeu a oportunidade esperada para o sucesso. Acabou contratado seis anos na Record. Daí foram cinema, teatro, buates, televisão, rádio movimentando a alma boa de Gasolina. No cinema fêz, com Anselmo Duarte, Marlene e Luiz Delfino, “O Cantor e o Milionário”, filme de J. C. Burle, tornando-se conhecido de ponta a ponta do Brasil. Depois trabalhou na primeira grande peça do teatro brasileiro contemporâneo: “Auto da compadecida”, de Ariano Suassuna, encenada pelo Teatro de Cultura de São Paulo. Seu papel na peça, o de Sacristão, o conduziu à primeira experiência de palco. Gasolina voltou ao Rio, apresentando-se num show de buate: Bossas da Velhacap, de Haroldo Costa, no Plaza.

Gasolina sempre teve o apoio de Antônio Maria, Fernando Lobo, Stanislau Ponte Preta e Mr. Eco, cronistas mundanos de buate, que o empurravam para a frente. Isto por si só já era sinal de que tinha talento.