Biografia sobre Radiodifusores

FIORI GIGLIOTI

FIORI GIGLIOTI

Para os amantes da transmissão futebolística pelo rádio, o nome de Fiori Giglioti dispensa apresentações. Expressões como “abrem-se as cortinas e começa o espetáculo”, ou “crepúsculo de jogo, torcida brasileira” são suas marcas registradas e encantaram gerações de torcedores brasileiros, principalmente os paulistas. Natural de Barra Bonita, Fiori Giglioti não começou no rádio, mas sim no jornal Correio de Lins, como vendedor, só depois indo para a parte jornalística.

Em 1947 conseguiu, depois de muita insistência, estrear com o programa A Marcha do Esporte, na Lins Rádio Clube. Sua estréia como narrador foi a 26 de maio de 1947, apresentando Linense 1 x 0 São Paulo de Araçatuba. “Lins era o maior centro cafeeiro do mundo na época, rolava muito dinheiro por lá”, lembra Giglioti. Pouco depois, ele teve uma passagem na Rádio Cultura de Araçatuba, que durou pouquíssimo por causa de um caso de amor que o obrigou a fugir da cidade. “Na época as mulheres se apaixonavam pela voz dos radialistas, e tive um caso que não foi muito bem aceito pela família da moça”, recorda.

Em 1952, veio a oportunidade de fazer um teste para a Rádio Bandeirantes num jogo entre Santos e Seleção Paulista. A 19 de julho do mesmo ano, Giglioti fez sua estréia na rádio narrando Corinthians e Ponte Preta, no Parque São Jorge. “Eu fazia de tudo, narrava basquete, boxe, jornadas esportivas”, conta. Uma curiosidade da época foi quando aconteceu o Pan-americano do Peru, em janeiro de 1953: “Decidimos quem iria cobrir o evento num jogo de palitinhos. Eu perdia por dois a zero e acabei ganhando de três a dois”, diz Giglioti.

Em 1958, Paulo Machado de Carvalho o levou para a Jovem Pan, onde ficou até 1962. Foi quando aconteceu a maior glória de sua carreira. “Transmiti a minha primeira Copa do Mundo e este foi o momento mais inesquecível. Ë o sonho de todo jornalista esportivo e, para minha sorte, foi uma Copa muito feliz, onde pude testemunhar o amor entre Garrincha e Elza Soares, que foi o motor do time brasileiro até a conquista do bicampeonato”, completa Giglioti. Em 1963 ele voltou para a Bandeirantes, onde permaneceu até dezembro de 1995, sendo titular absoluto. “Na década de 60 a Bandeirantes realmente tomou conta do Brasil”, afirma.

Em 1996 Fiori Giglioti foi para a Record. Fiori participou da transmissão de dez Copas do Mundo. O jornalista Fiori Giglioti, vitimado por complicações de câncer de próstata, morreu a 8 de junho de 2006, em São Paulo-SP, aos 77 anos de idade.