Biografia sobre Radiodifusores

ARI BARROSO

ARI BARROSO

Talento multiforme, Ari Evangelista Barroso, deixou um nome inesquecível no mundo do rádio, da televisão e da música. Nascido em Ubá, Minas Gerais, no ano de 1903, Ari, quando jovem, dedicou-se à composição musical. Confiante em suas produções, ainda não divulgadas, deixou Minas e tentou sua sorte no meio artístico carioca, onde fez relações que vieram a influir em seu destino. Uma delas, a de Renato Murce que o aproveitou em seu programa “Hora de Outro Mundo”. Nesta audição radiofônica ele revelou dentre outras, as suas qualidades de humorista, cuja verve se entremostrou depois na produção de peças para o teatro de comédia e de revista, muito festejadas pelo público. No rádio, popularizou-se como locutor esportivo (1935) e apresentador de programa de Calouros. Escreveu, dirigiu e interpretou no rádioteatro, nas novelas de rádio. Dentre as suas atuações destacaram-se as que deu à Rádio Cruzeiro do Sul, à Rádio e à Televisão Tupi (1955).

 Ari Barroso tinha um jeito cômico todo seu de acompanhar os lances de um jogo de futebol, qualidade que o fazia querido das audiências, mesmo de pessoas indiferentes ao esporte da bola. Ele formava parceria com outros autores na produção de peças teatrais e de músicas. Tornou-se um dos maiores compositores da música popular brasileira. Suas produções encontram eco nas editoras musicais, nas fábricas de discos, cujas edições tiveram uma inusitada saída no mercado nacional e internacional. Foi considerado o maior, ou pelo menos um dos maiores sucessos de vendas de gravações no exterior, recebendo suas produções verdadeiros recordes em direitos autorais. Dentre as suas composições destacam-se: Aquarela do Brasil, Taboleiro da Baiana, Boneca de Pixe, Na Baixa do Sapateiro, Risque, No Rancho Fundo (em parceria com Lamartine Babo).

 Na política conseguiu expressiva votação dentre o eleitorado carioca, fazendo-se vereador pelo então Distrito Federal. Na vereança destacou-se pelo esforço que desenvolveu em prol da construção do estádio do Maracanã. O rádio, a televisão e as gravadoras no país e no exterior - principalmente nos Estados Unidos - prosseguem apresentando suas produções, feitas por vezes em programas especiais exaltando a sua memória e o seu valor, um dos mais altos na música, no teatro e no rádio e TV.

 Ari Evangelista Barroso faleceu no Rio de Janeiro em 1964.