Artigos sobre Radiodifusão

RÁDIO FARROUPILHA

RÁDIO FARROUPILHA

QUARTA ESTAÇÃO DE RÁDIO DE PORTO ALEGRE-RS

Em 1935 nascia uma radioemissora que sempre permaneceu apegado profundamente às mais expressivas manifestações tradicionalistas rio-grandenses, a Rádio Farroupilha. Foi a primeira emissora a possuir um canal internacional exclusivo. Na sua quase totalidade, os canais não sendo exclusivos permitem às rádios determinado alcance para não ocorrer interferência, em outras de igual freqüência, em outros países. As de canal exclusivo têm faixa ou freqüência livre, internacional, não sofrendo qualquer interferência.

A Rádio Farroupilha foi organizada e fundada pelos Flores da Cunha, Luiz e Antônio, filhos do então Governador do Estado, General Flores da Cunha, e Arnaldo Balvê, que assumiu a direção da Rádio Farroupilha e, desde essa época, foi um dos mais destacados radiodifusores do Sul do Brasil. A primeira estação de rádio de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, foi a Rádio Sociedade Rio-Grandense, fundada em 1924, a segunda foi a Rádio Sociedade Gaúcha, fundada em 1927, a terceira foi a Rádio Difusora Portoalegrense, fundada em 1934, e a quarta a Rádio Farroupilha.

O transmissor, importado da firma Tagliati & Cia., de Buenos Aires, foi montado por três engenheiros, Bard, norte-americano, Tagliaferro, argentino, e Windus, inglês. Sua instalação ocorreu no alto do Morro da Bela Vista. Tinha a potência, única no Brasil, de 25 quilowatts, com refrigeração a água, originando no local a construção de uma verdadeira piscina térmica. Os estúdios situaram-se, até 1954, quando a Rádio foi incendiada por populares exaltados com a morte de Getúlio Vargas, na rua Duque de Caxias, esquina com a avenida Borges de Medeiros, na antiga mansão da família Bastian Castilhos. Arnaldo Balvê superou sua inexperiência no setor radiofônico com sua paixão sem restrições pelo rádio. Sob sua orientação, das mais seguras, a Rádio Farroupilha conquistou, em pouco mais de oito anos iniciais, uma projeção invejável, em aberta concorrência à Rádio Sociedade Gaúcha e à Rádio Difusora Portoalegrense.

Na Rádio Farroupilha, Érico Veríssimo estreou ao microfone contando suas memoráveis histórias infantis e outros grandes valores intelectuais e profissionais alí se iniciaram; entre eles Antonassi, Braga Gastal, Souza Lobo, Pierino, Samuel Madureira Coelho, Josué Guimarães, Frederico Arnaldo Balvê, e tantos outros. Deixamos para uma referência especial dois dos nomes mais queridos do rádio na década de 30, do século passado. Referimo-nos ao casal Pery Borges e Estelita Bel, ele gaúcho, ela carioca, que chegaram a Porto Alegre em excursão teatral. Incentivados por Arnaldo Balvê, criaram o radioteatro no sul. A princípio lançaram “sketchs” e, mais tarde, peças completas em três atos, e formaram um equilibrado elenco. O próprio diretor Arnaldo Balvê transformava-se, acidentalmente em radioator, usando o pseudônimo de Carlos Meyer. Esse mesmo elenco revelou, também, Walter Ferreira - um dos grandes galãs gaúchos - que por certo período trabalhou, inclusive, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Também para o rádio carioca, Pery e Estelita se transfeririam na década de 40.

Foi, no entanto, no início dos anos 40, do século passado, que o Rádio começava a deixar o amadorismo para trilhar uma ascendente e brilhante caminhada. Nesta fase, ninguém superava a Rádio Farroupilha. Sua discoteca, constituída pelas antigas gravações de 78 rpm, era a mais completa do Rádio sulino. Sua orquestra, a Panfar, reunia 34 músicos, regida pelo maestro Salvador Campanela. O elenco de radioteatro primava pela qualidade. As melhores vozes ocupavam a locução comercial. Muitos artistas vinham contratados do Rio, São Paulo ou Buenos Aires. “Jingles” de Melhoral, Pílulas de Vida do Dr. Ross, Gilete Tech, Sabonete Palmovile, Kolynos, Homero Camiseiro, Boianowsky, Café Carioca e outros ganhavam diariamente o espaço radiofônico. Nesta fase, o complexo Diários e Emissoras Associadas estava em plena expansão. Já detendo o prefixo e o canal exclusivo da Rádio Farroupilha, Assis Chateaubriand, representado pelo jornalista Say Marques, adquiriu a 29 de março de 1944, o controle acionário da Rádio Difusora Portoalegrense, do fundador Arthur Pizzoli. Participou ainda da transação, o jornalista João Freire, então diretor da Rádio Farroupilha. Passaram a atuar as Associadas gaúchas, paralelamente, cabendo à nova aquisição uma programação musical mais escolhida, com Mário Sirpa em seu comando, além do esporte. Na Rádio Farroupilha, havia um grande cast radioteatral, cantores, orquestras e, também, futebol.

REPÓRTER ESSO

O estrepitoso rufar dos tambores, seguido de vibrantes acordes de clarins, subia aos ares pela primeira vez, às 13h30min daquela fria tarde de quinta-feira, 16 de julho de 1942, pelas ondas da Rádio Farroupilha de Porto Alegre, então a mais poderosa emissora do Rio Grande do Sul. Era o Repórter Esso, um boletim informativo de apenas cinco minutos, transmitido inicialmente três vezes ao dia, com “despachos” fornecidos pela agência norte-americana United Press. O texto, lido de forma enfática e rápida por Rui Figueira, fugia completamente aos padrões dos noticiários radiofônicos.

Estes até então, serviam-se normalmente das notícias já publicadas nos jornais ou, quando muito, espertamente “requentadas”. Foi um sucesso. O Repórter Esso, ainda hoje recordado como um novo marco na história do Rádio, tinha como finalidade principal a de oferecer aos ouvintes “as notícias de todo o mundo”, como anunciava no final de cada programa, mas, acima de tudo, a de acompanhar a trajetória da II Guerra Mundial que então se travava na Europa. Uma Guerra que atingia a todos, ainda que indiretamente.

No Brasil, os efeitos eram de apreensão e estupefação.

                  A MAIS PODEROSA

Em agosto de 1942, a PRH-2, Rádio Farroupilha, “a mais poderosa emissora do Rio Grande do Sul”, anunciava com grande destaque a apresentação de um famoso “astro”, procedente de Buenos Aires e São Paulo, que resolvera aportar na então provinciana Porto Alegre. Era o cantor Lino Marcel, “um jovem e vitorioso cantor platino, intérprete de música mexicana que, segundo a crônica publicada na época, o público consagrou como uma das mais vigorosas expressões da geração mais moça do “broadcasting” portenho”, dizia orgulhosamente o jornal “Diário de Notícias”, de Porto Alegre, numa das  secções permanentes que mantinha o jornal, intitulada “Rádio”.

A Rádio Farroupilha, anunciada enfaticamente pelos locutores como “a mais potente”, iniciava suas transmissões às 7h30min da manhã, informando, inicialmente, a hora certa, seguindo uma programação musical até às 8h30min, quando fazia um intervalo até as 11 horas. A explicação para este intervalo era a da necessidade de “esfriar” as válvulas do transmissor. Ao retomar as transmissões, era dada novamente a hora certa, entrando depois um pequeno informativo. De resto, a programação consistia basicamente na apresentação de música popular variada, em discos de acetato em 78 rotações por minuto, com seu chiado característico.

Ainda na Farroupilha, quase no final da manhã, entrava no ar a chamada “Posta Restante”, quando eram lidas as cartas dirigidas à emissora, quase sempre subscritas por pessoas que teciam elogios à rádio, aos locutores, cantores, atores e atrizes, muito prestigiados então.

ASSIS CHATEAUBRIAND

Quem teve oportunidade de conviver, mesmo sem maior intimidade, com o jornalista Assis Chateaubriand, forçosamente testemunhou, e por vezes seguidas, suas decisões de momento, não raro as mais surpreendentes e inesperadas.

Em 1949 aconteceu, em Porto Alegre, quando um atrito entre dois diretores da Rádio Farroupilha, Rena Mottola, da área administrativa, e Manoel Braga Gastal, da área artística, trouxe Assis Chateaubriand ao Sul. Ouvidos os litigantes, ambos homens de sua confiança e consideração, chamou o chefe dos locutores, então Ernani Behs, bateu-lhe paternamente às costas, bem ao seu estilo, e decidiu: “Meu filho, assuma a Rádio”.

Do ocorrido resultou que o novo diretor, com o respaldo da nova função, colocou em prática uma quase aventureira transmissão, que ele sabia, realizada com êxito em Buenos Aires. Na época, o automobilismo no Rio Grande do Sul estava em pleno desenvolvimento e, continuamente, realizavam-se corridas de carros de passeio nos arredores de Porto Alegre e, também, a longa distância com as competições do “Circuito da Fronteira” e do “Circuito da Serra”.

Ernani Behs resolveu colocar a Rádio Farroupilha duplamente no ar. Por suas ondas transmissoras normais e pelo microfone que ele próprio levaria em um avião para, lá das alturas, acompanhar e descrever o comportamento dos corredores. E foi o que fez, usando um teco-teco, taxi aéreo da Empresa Guarani. Equipamentos de transmissão, do avião aos transmissores e microfones instalados devidamente. Dada a partida dos carros em Porto Alegre, rumo a Passo Fundo, onde abasteceriam para o retorno, o aviãozinho seguia o percurso sobrevoando em círculos o traçado que os competidores cumpriam.

Quando já sobrevoava a cidade de Passo Fundo, o rádio do avião captou uma emissora local e, ao microfone desta, uma voz vibrante que, no auge do seu entusiasmo, chamava a atenção para o herói do espaço, o repórter do ar. Aterrisando, pouco mais tarde, no aeroporto da cidade, Ernani Behs foi recebido festivamente por autoridades, muitos curiosos e, também, pelo tão animado locutor local e diretor da Rádio Passo Fundo, Maurício Sirotsky Sobrinho.

Em 1955, a Rádio Farroupilha lutava para vencer seus diversos problemas internos, decorrentes das depredações sofridas no ano anterior. E vencia graças aos seus extraordinários recursos humanos que superavam as inúmeras deficiências técnicas e uma acentuada crise econômica. Não fosse a obstinada dedicação de seu corpo funcional em todos os setores, Dinarte Armando, diretor artístico desde 1954, e seu substituto, Octávio Augusto Vampré, não teriam logrado alcançar uma completa recuperação física e comercial. Escudavam-se todos os esforços, na forçada obrigação de manterem vivas as preferências de audiência.

Vivia, a toda poderosa Rádio Farroupilha, de maciça penetração em todas as camadas sociais e em todo território gaúcho, em situação da mais extremada penúria. Seu material humano atravessou uma fase tão angustiante que bem pode ser descrita, como louvação merecida ao espírito profissional dos radialistas do sul do país. Uma minoria, que não dependia da emissora e obtinha recursos fora dela, cotizava-se para auxiliar companheiros em situações dramáticas, tais eram os atrasos dos pagamentos. E a grande maioria, sem lirismos, pode-se dizer que vivia da esperança de um amanhã mais generoso.

Desta fase transitória surgiu a idéia de se capitalizar prestígio artístico e a solução que se previu, ao menos amenizadora, foi a de, numa unidade exemplar, todo elenco da Rádio Farroupilha, inclusive músicos, locutores, técnicos até mesmo, encetarem uma peregrinação pelo interior do Estado arrecadando recursos através de shows. O sucesso foi total. Surgia, nesta mesma época, pela Rádio Farroupilha “O Grande Rodeio”. Um programa tradicionalista e regionalista gaúcho através do qual se instituiu no sul a “Semana Farroupilha”, antecedendo às solenidades de 20 de setembro que assinalam a epopéia dos Farrapos. Numa produção e lançamento de Octávio Augusto Vampré, foi comandada, de início, pelo folclorista Paixão Cortes e pelo poeta Dimas Costa. Mais tarde continuou com Darcy Fagundes e Luis Menezes.

Ao final destes episódios restritos a 1955, mais um desses arroubos sensacionalistas, tão do agrado dos homens de rádio. Uma transmissão subterrânea. Aconteceu por ocasião de uma homenagem da Rádio Farroupilha aos mineiros da cidade carbonífera de Butiá. Um show de comediantes e cantores com o acompanhamento de um conjunto regional, nas profundezas de uma galeria localizada a 500 metros abaixo do solo, nas minas de Butiá. E a partir desta época, a Rádio Farroupilha assumiu novos rumos administrativos quando, primeiramente como auditor e, depois como gerente e superintendente, Nelson Dimas de Oliveira veio para a sua direção.

            Na Rádio Farroupilha, no ano de 1956, a emissora anunciava a introdução de novos programas e a reformulação dos já existentes. Entre os novos programas estavam o “Rodeio Farroupilha”, “Festa no Galpão”, “Clube do Guri”, “No Mundo dos Sons”, “Música, Música, Música”, onde participava a orquestra da PRH-2, então com sessenta músicos, “Coral de Estrelas”, “Postais do Mundo”, “Todos cantam sua terra”, “Histórias de Tostão”, “Rua da Praia”, “Três Mosqueteiros”, “Páginas da Vida”, além de outros. Nesta época retornava à Rádio Farroupilha Maurício Sirotsky Sobrinho. Abel Gonçalves apresentava, diariamente, na Farroupilha, a “Crônica da Cidade”. Anunciou-se com grande destaque a vinda do cantor italiano Nicola Paone, assim como a novela “Há sempre uma esperança”.

      FARROUPILHA CHAMANDO SUEZ

A primeira e mais importante missão, como repórter de rádio, de Glênio Peres, verificou-se em 1958, quando o Rio Grande do Sul formou o seu Batalhão Suez que, através da ONU foi designado como Força de Paz entre o Egito e Israel, na faixa de Gaza. Glênio Peres, melhor do que ninguém, assim retratou esse evento:

“Juntamente com o colega Tito Tages do “Correio do Povo”, embarcamos de navio e levamos não menos que vinte dias para alcançarmos Porto Said. Desembarcamos e, de trem, tivemos de atravessar o canal de Suez. Quando chegamos a El Cantara, uma cidade do lado egípcio fomos presos pelo Exército por que não havia licença para a permanência de jornalistas na Faixa  de Gaza. Fomos despachados para Porto Said para regressar ao Brasil. Ficamos constrangidos e tristes e profissionalmente frustrados. Depois de longa viagem e sabendo da expectativa, aqui, das famílias dos pracinhas gaúchos, tomados de natural ansiedade e expectativa quanto aos rapazes na frente da guerra, decidimos. Embarcamos como nos exigiam, mas à hora em que o navio apitou para zarpar desembarcamos clandestinamente. Entramos em um ônibus repleto de árabes e fomos ao Cairo tentar uma licença precária. Deram-nos autorização apenas por quatro dias, tempo apenas suficiente para irmos ao ponto em que se encontrava a tropa brasileira e regressarmos. Isto mesmo, a permissão estava condicionada a viajarmos em veículo da ONU. Assim, fomos para Haifa, sede do quartel dos nossos pracinhas. Terminado o prazo resolvemos continuar por lá e numa situação estranhíssima passamos meses. A Israel não podíamos ir, regressar ao Egito seria entregarmo-nos à prisão. Estávamos circunscritos ao território da ONU. E, nesses cinco meses por lá, fazíamos gravações de entrevistas com os nossos soldados e mandávamos esse material, juntamente com artigos para o jornal Diário de Notícias.

Na sede da Farroupilha, excelentemente ouvida lá no distante Oriente Médio, sintonizada habitualmente pela tropa da ONU constituída de mais de 300 gaúchos, dois companheiros, Abel Gonçalves e Marcos Fichbenn apresentavam um programa para lá dirigido “Farroupilha chamando Suez”. O programa, transmitido aqui à meia-noite, era sintonizado pelos pracinhas às seis da manhã, em Gaza. Reproduzia os recados e entrevistas, colhidos por mim, seguidos da participação no estúdio, isto ao vivo, dos pais, noivas e demais parentes a que se referiam as gravações. Formamos assim, uma ponte de ligação através do Atlântico e zona conflagrada”.

                       E Glênio Peres lembrava, também, um acontecimento pitoresco, ocorrido na data de 7 de setembro, já então no Cairo.

“Com a aproximação de nossa data magna, os egípcios dispensaram, a nosso respeito, os rigores antes impostos. Tudo bem, tudo em família, podemos ir de visita ao Cairo e, ali, o encarregado de negócios do Brasil, Dr. Cézar Correia do Lago, era um homem muito entusiasmado e fizemos uma verdadeira comemoração do nosso dia da Independência. E aconteceu uma quase complicação. Em homenagem aos gaúchos, aquele diplomata mandou fazer um churrasco e escolheu por local, a sacada da embaixada brasileira, no centro da capital. A fumaça da churrasqueira chamou a atenção dos transeuntes, e, em minutos, o prédio estava cercado por guarnições do Corpo de Bombeiros. E prá explicar aos espantadíssimos egípcios que aquilo não era incêndio mas apenas um churrasco? Não estivesse do nosso lado o embaixador, com certeza iríamos todos presos. Outro episódio marcante dessa reportagem radiojonalística foi a promoção que fizemos “Mãe venha encontrar seu filho”. Através de concurso, proporcionamos a um pracinha, ser visitado por seus pais em Beirute, no dia 20 de setembro. Mas não contávamos com um grave problema, que só depois nos ocorreu. Os pais do contemplado viajaram daqui. Mas para irmos a Beirute teríamos de atravessar Israel o que era impossível. Ao final, conseguimos um avião branco, com emblema da ONU e resolvemos satisfatoriamente o caso”.

REDE BRASIL SUL DE COMUNICAÇÕES - RBS

No dia 31 de agosto de 1957 formou-se no Rio Grande do Sul a Rede Brasil Sul de Comunicações, contando com as radioemissoras - Rádio Gaúcha, Rádio Farroupilha, Rádio Metrópole, Rádio Porto Alegre, Jornal Zero Hora e mais oito emissoras de televisão interrelacionadas por meio de estações repetidoras de UHF. As emissoras da RBS atuam de acordo com a tendência mundial de segmentação, com formatos projetados para atender a todos os estilos, gostos e hábitos dos ouvintes. As rádios do grupo proporcionam informação e entretenimento e são líderes em seu segmento graças à identificação com os públicos para os quais prestam serviço.

RADIOTEATRO

No ano de 1958, a Rádio Farroupilha mantinha onze novelas no ar. Entre elas estavam: “Dois Irmãos, Dois Destinos”, “O Filho Pródigo”, “Maria Inez”, “A Distância que nos separa”, “A Menina do Veleiro Azul”, “A Grande Pergunta”, “Aqueles Olhos Negros”, “Muralhas de Cristal”, “A Moça do Sobrado Grande”, “O Juramento Sagrado” e “A Estrada Perdida”.

Walter Broda e Nelita Aguiar faziam dois famosos personagens humorísticos no programa de grande sintonia, “Marmelândia”. Os personagens eram Barbosa e Liberato. Outro programa, este dirigido aos saudosistas, era “Porto Alegre, 1900”, escrito por Lauro Rodrigues. Também, “A Conquista do Espaço”, relatando histórias sobre aviação era outro programa na linha cultural, na qual participavam J. Pires, Nilita Aguiar, Almir Ribeiro, Gerson Luiz e Araújo Neto, juntamente com a orquestra da PRH-2.

Com grande publicidade, a Rádio Farroupilha anunciava, em novembro de 1958, o surgimento de novos astros. Eram Salimen Júnior e Wilson Fragoso, então recém “descobertos”.

Também brilhava naquele momento, em Porto Alegre, o poeta e cantor Luiz Vieira, que vinha todas as semanas do Rio de Janeiro para atuar ao microfone da Rádio Farroupilha. Ressalte-se que as apresentações de Luiz Vieira eram sempre um sucesso assegurado.

Outro programa sempre aguardado com interesse era o Conjunto Flamboyant, integrado por Norberto, ao acordeon; Sadi, no contrabaixo; Wladimir, na clarineta; Adão Pinheiro, na bateria; e Ciganinho na guitarra elétrica.

Uma manchete que dificilmente se veria publicada na imprensa de hoje foi: “O Mundo Católico Aplaude as Novelas da Rádio Farroupilha”. Na verdade, o que monsenhor Edmundo Müller fazia era convidar a direção da Rádio Farroupilha para uma missa de ação de graças em homenagem a Santa Goréti, a pequena mártir de La Ferrieri, e personagem da novela “O Martírio de Santa Maria Goréti”, apresentado naquela emissora.