Artigos sobre Radiodifusão

RÁDIO

RÁDIO

Muitos foram os que contribuiram para a descoberta e o desenvolvimento do rádio. O alemão Henrich Hertz, em 1887, descobriu a radioeletricidade. O francês Édouard Branly montou um aparelho que assinalava as ondas elétricas previstas por Hertz. No Brasil, em São Paulo, em 1893 e 94, o Padre-cientista Roberto Landell de Moura realizava suas experiências, com êxitos, da transmissão, sem fios, por ondas luminosas e eletromagnéticas, da telegrafia e da fonia. O russo Aleksander Popov juntou um novo elemento: a antena. Em 1895 os ingleses Henry Jackson e Sir. Oliver Lodge transmitiam sinais a pequena distância. Mas foi a válvula do norte-americano Lee De Forest, capaz de produzir um sinal contínuo, que possibilitou a transmissão da voz humana por meio de ondas hertzianas. Guglielmo Marconi, que também vinha se dedicando a essas experiências, em 1895 adquiriu a patente de invenção sobre sintonia do físico e escritor inglês Sir. Oliver Lodge. De posse destes dados, Marconi comunicou o resultado de suas experiências ao chefe do sistema postal-telegráfico da Inglaterra, permitindo a utilização de sinas Morse - pontos e traços.

Em 1894, o brasileiro, gaúcho, natural de Porto Alegre, Padre-cientista Roberto Landell de Moura (21.01.1861 - 30.06.1928) acrescentou ao seu Transmissor de Ondas: o fone, a lâmpada (filamento de bambu carbonizado), o centelhador, o coesor-descoesor (receptor), o microfone (sua invenção) e o alto-falante de sons telegráficos (também de sua invenção).

Assim, o cientista Roberto Landell de Moura seguiria a trajetória de todos os seus antecessores inventores, ordenando, em circuitos inéditos, os componentes elétricos da data, e complementando-os com outros de sua invenção.

As demonstrações públicas de Roberto Landell de Moura com seus sistemas de ondas luminosas-eletromagnéticas conjugadas, ou separadamente, constituiram acontecimentos inéditos. Podiam funcionar irradiando, simultaneamente, emissões luminosas e eletromagnéticas, através do Tubo de Crookes e da Bobina de Ruhmkorff, tendo o Tubo uma coroa de fios ao seu redor, a antena irradiante do sistema eletromagnético, ligado ao secundário da Bobina de Ruhmkorff do seu Transmissor de Ondas.

O sinal, assim, era melhorado nos fones dos receptores de selênio (ondas luminosas) e do coesor (ondas eletromagnéticas), tanto para a telegrafia como fonia. Acreditava, ainda, Roberto Landell de Moura, que o feixe luminoso reforçaria a propagação eletromagnética, quando transmitido sem oscilação (o Tubo de Crookes ligado somente ao secundário de uma Bobina de Ruhmkorff sem interrupção no primário). Esse último sistema, porém, só foi conseguido com a Válvula Termiônica, a partir de 1920, pela chamada “onda portadora” na emissão eletromagnética.