Publicações de Radioamadores

Autora: ELIDA DE FREITAS E CASTRO DRUCK - Ex PY3AI

PADRE LANDELL DE MOURA
HISTÓRIA DE UM INVENTOR, BOM, JUSTO E SÁBIO

Autora: ELIDA DE FREITAS E CASTRO DRUCK - Ex PY3AI
Editora: Livraria Sulina Editora, Porto Alegre-RS, 1961.

“Padre Landell de Moura - História de um inventor, bom, justo e sábio, de Elida de Freitas e Castro Druck, é um livro escrito com grande simplicidade e clareza, e de leitura muito interessante. A autora toma algumas liberdades, a meu ver permissíveis, com os fatos, no intuito de romancear a vida do grande sacerdote e inventor, o Padre Landell de Moura, a respeito de quem existem muito poucos dados minuciosos de natureza biográfica. Mas a linha essencial de sua vida foi respeitada. Por tudo isso acho o livro útil e digno de ser publicado.”

Porto Alegre-RS, 13 de novembro de 1960

Érico Veríssimo CLIO FIORI DRUCK - UMA PERSONALIDADE NO TEMPO

Autora:  ELIDA DE FREITAS E CASTRO DRUCK - Ex PY3AI

Editora Gráfica Metrópole S.A., Porto Alegre-RS, 1982.

“Clio Fiori Druck - Uma personalidade no tempo”é, antes de tudo, a síntese de duas vidas, história vivida pela autora e pelo personagem que ela retrata. E, ao fazê-lo com amor e ternura, Elida de Freitas e Castro Druck mantém-se fiel à verdade, alinhando fatos e episódios que ao longo de uma existência transformam-se em corajosa mensagem de estímulo a todos os que precisam lutar, e que buscam um exemplo. Educadora de reconhecidos méritos, a autora marcou sua presença na literatura rio-grandense escrevendo histórias para crianças, nas quais ostenta sua admirável sensibilidade humana, dando vida, movimento e musicalidade às palavras, para melhor ensinar. Em “Uma personalidade no tempo”, a autora revelando sua grandeza de espírito, transfere ao esposo e companheiro, com carinho e humildade, os méritos que também lhe cabem na jornada de lutas em que ambos saem vitoriosos.

Os capítulos que ordenam a narrativa constituem, em seu conjunto, uma história de força de vontade e da determinação de uma criatura que soube lutar em busca de seu ideal e que, ao vencer, deixa um exemplo a ser seguido por todos aqueles que se julgam desprotegidos da sorte, mas que decidem, por vontade, emergir do anonimato. Clio Fiori Druck, “uma personalidade no tempo”, soube ser útil à coletividade, como jornalista, professor, magistrado e empresário, mas, principalmente, como esposo, pai e amigo.”

Gen. José Plácio de Castro Nogueira

“Achei exemplar, sob vários aspectos, essa que se poderia chamar de “reportagem de amor”. Em primeiro lugar, porque é sentimental sem ser piegas, porque é obra de veneração sem deixar de ser objetiva e equilibrada. Em segundo, porque sendo a história de um casal de classe média rio-grandense nos meados do século XX, tem o forte sabor de um documentário social. Nesse sentido, o capítulo “O noivado dos amigos” é um testemunho para a história das relações familiares na primeira metade do século.”

Sérgio da Costa Franco

“A leitura decorre com fluência e leveza, à feição de um ameno colóquio entre criaturas amigas. Com seu livro leve, edificante e bem escrito, Elida de Freitas e Castro Druck contribui para ampliar o conhecimento que o Rio Grande tem de personalidades singulares, que cresceram, e fizeram o Estado crescer, carreando serviços e benemerência à coletividade.”

Hugo Ramirez

“Trata-se de preciosa biografia do casal, em que despontam a superioridade de suas relações familiares e, sobretudo, a personalidade ímpar do professor, advogado, homem público, jornalista e jurisconsulto Clio.”

Alberto André

“Beethoven enriquecia a linguagem com uma ilimitada sinfonia de cores e sons, onde os motivos rítmicos permanentemente retornam, plenos de felicidade, de paz, da mais viva alegria, ou, ainda, de dor intensa, de sublime angústia. Como o genial músico, Elida, quando sente que somente palavras já não bastam, busca a Poesia, pintando com ternura a figura de seu grande e imortal amado.”

Protásio Bueno

“É sempre bom quando algo nos faz reviver o passado, através de situações, eventos e pessoas cuja memória guardamos com muita afeição. A história sentimental retratada nas páginas cheias de afeto da obra CLIO FIORI DRUCK - UMA PERSONALIDADE NO TEMPO é realmente, mensagem que exalta os mais altos valores éticos, que servem para dar significado à vida humana.”

Pery Pinto Diniz

PORTA TRANCADA E OUTROS CONTOS

Autora:  ELIDA DE FREITAS E CASTRO DRUCK - Ex PY3AI

Editora Gráfica Metrópole S.A., Porto Alegre-RS, 1983.

“PORTA TRANCADA E OUTROS CONTOS é um livro bem feito e de literatura agradável. A narrativa inicial, de que se originou o título da obra, é modelar e se inspira nos parâmetros clássicos do gênero. Nele de deparam os elementos fundamentais, bem manipulados. Assim, a estrutura tradicional serve de palco ao desdobramento de algumas situações revestidas de verossimilhança, traduzidas em linguagem direta, levee despojada de adjetivação, a resultar numa fluidez de feitio, à melhor maneira machadiana.”

Hugo Ramirez

Elida de Freitas e Castro Druck - Ex PY3AI vem construindo, com serenidade e firmeza, uma obra literária que está a chamar a atenção dos leitores gaúchos. De uma singela mas edificante biografia do sábio inventor gaúcho Padre Roberto Landell de Moura, passou para a narrativa infantil e logo produziu a biografia de seu falecido esposo, o radioamador, jornalista, homem de empresa e professor universitário Clio Fiori Druck - PY3HM, como a de seu talentoso irmão, o musicólogo Ênio de Freitas e Castro. Em todos esses tentames demonstrou conhecimento do métier, domínio da estrutura formal, espontaneidade e vigor na linguagem sempre apropriada ao desiderato proposto. Com essa segurança de quem não tem pressa e sabe aonde quer chegar, tão qualificativa dos verdadeiros valores, ingressa agora na ficção adulta. E o faz com engenhosidade artesanal no manejo da efabulação, de par com uma bem dosada manipulação do linguajar usual. Em nenhum instante se deixa impregnar de laivos de artificialismo, mesmo quando enfrenta mutações no mundo de seus personagens.

PORTA TRANCADA E OUTROS CONTOS é um livro bem feito e de leitura agradável. A narrativa inicial, de que se originou o título da obra, é modelar e se inspira nos parâmetros clássicos do gênero. Nela se deparam os elementos fundamentais, bem manipulados. Assim, a estrutura tradicional serve de palco ao desdobramento de algumas situações revestidas de verossimilhança, traduzidas em linguagem direta, leve e despojada de adjetivação, a resultar numa fluidez de feitio, à melhor maneira machadiana. Direi mais. Por seu ar de mistério e a insinuante nota de suspense, lembra-nos a saudosa novelista Zélia Villela de Manera, de quem nos ficou apenas uma promessa, a ficção sobre a estância do cerro do Jarau, trabalho revelador de méritos robustos.

CONTO PEQUENINO, quase uma crônica, tem mais de prosipoema que de conto, não fora o desdobramento episódico até o bem urdido desenlace. É, na verdade, um conto, pela circunstância nele registrada, com algo de alegoria, numa feição metafórica que se estende pela composição subseqüente, DIÁLOGO IMPOSSÍVEL. Assalta-nos reiteradamente o desejo de estabelecer alguma analogia com o Machado de Assis dos primeiros trabalhos, excetuado o tamanho, já que em Elida de Freitas e Castro Druck predomina o gosto hodierno pela narrativa curta. Essa tentação de apelar para afinidades com o grande autor fluminense se extrema, no primeiro momento, e nos dá uma falsa impressão, induzido-nos à idéia de que estamos topando um retrospecto, à feição do fenômeno alucinatório do déjà vu, de que dá prova a narrativa de OS ESPELHOS. Mas é uma impressão logo superada. Se as emoções intrumentadas na movimentação dos protagonistas ficam como nos trabalhos de Maupassant, na esfera imponderável do psiquismo, já em A BELA DIONÉIA e NUDEZ CASTIGADA há um sentimento mais fundo e mais agitado, a abalar toda a estrutura da personalidade das protagonistas, a provocar inclusive paroxismos alucinatórios.

A versatilidade emocional dos personagens face a seus dramas demonstra a garra da Autora. Os personagens se constroem em traços marcantes e definitivos, mesmo aqueles de personalidade fraturada ou radicalizada, seja através da fuga de natureza esquizofrênica (A BELA DIONÉIA, CURIOSIDADE HUMANA), seja através da exacerbação paranóica (BALNEÁRIO RETIRO). Nesses perfis patológicos, encontramos não um vestígio das tendências naturalistas do século passado, mas a atuante presença da psique neurótica dos nossos dias cosmopolitas. O livro compreende quinze produções, de variado tamanho, PORTA TRANCADA, CONTO PEQUENINO, DIÁLOGO IMPOSSÍVEL, AFIRMAÇÃO NEGATIVA, A BELA DIONÉIA, OS ESPELHOS, NUDEZ CASTIGADA, A EXPLOSÃO DA ARTISTA, EM TORNO DE PERSONALIDADES, EM BUSCA DO HOMEM, SONHO?, CURIOSIDADE HUMANA, BALNEÁRIO RETIRO, FATALIDADE e EM TEMPO DE SIMBOLISMO.

O conto com que encerra a obra constitui-se numa pequena metáfora à sociedade de nossos dias, de isolamento e pragmatismo mecanizado, à feição das muitas metáforas geradas pela nossa época. EM TEMPO DE SIMBOLISMO, com focalizar a convivência de duas formigas vizinhas, retrata dois caracteres distintos, e o faz com uma exatidão realista eivada de melancolia, inerente aos fatos da nossa circunstância social vigente. A técnica efabulatória da Autora anima, enriquece e colore o cosmorama  quotidiano, a descobrir aspectos inusitados, em meio aos ângulos marrons do lugar-comum da vida citadina. Exige ressalte especial a vibração que sistoliza os diálogos, de que são paradigmas, para só citarmos um pormenor peculiar, o intróito de SONHO?, ou, ainda, o epílogo de CURIOSIDADE HUMANA. Numa vista geral estas ficções tão bem articuladas, a projetar no domínio da contista brasileira moderna o nome de ELIDA DE FREITAS E CASTRO DRUCK, assumem, por vezes, um picante sabor de sátira à convivência social, de uma época siderada pelo consumismo e os temos de toda espécie. Mas, acima de tudo, valem como literatura nascida de um povo e um tempo em que os seres e os valores balançam, ao sopro contraditório dos conflitos. Uma palavra a mais, num toque de justiça inafastável, com relação à talentosa ilustradora Cecília Tavares, em quem reencontro o traço fino e incisivo do saudoso Santa Rosa. Que inteligentes projeções dos estados de alma das protagonistas destes contos! E que alegria para os gaúchos ter a pena de Cecília Tavares a serviço de suas letras...”

                                               Hugo Ramirez

LÁ... ONDE AS NOTAS FALAM!

Autora: ELIDA DE FREITAS E CASTRO DRUCK - Ex PY3AI
Editora: Empresa Gráfica Metrópole S.A., Porto Alegre-RS, 1980.