TRIBUTO AO PADRE-CIENTISTA ROBERTO LANDELL DE MOURA

Por: Ivan Dorneles Rodrigues

O PIONEIRO DAS TELECOMUNICAÇÕES

A comunicação à distância, através do telefone e do rádio, foi um marco na história da humanidade. Sem esses inventos jamais se teria alcançado o desenvolvimento tecnológico atual. Não haveria, por exemplo, o fax, a Internet, o telefone celular e outras vantagens que a modernidade apresenta.
O ilustre cientista brasileiro, gaúcho, Padre secular Roberto Landell de Moura, foi um dos responsáveis por essas facilidades.
O genial inventor Padre-cientista Roberto Landell de Moura nasceu em Porto Alegre, numa casa de esquina da Rua de Bragança, hoje Marechal Floriano Peixoto, com a atual Rua dos Andradas, a 21 de janeiro de 1861, tendo sido batizado, conjuntamente com sua irmã Rosa, a 19 de fevereiro de l863, na Igreja Nossa Senhora do Rosário, que anos mais tarde viria a ser seu vigário. Roberto Landell de Moura era o quarto de quatorze irmãos, sendo seus pais o Sr. Ignácio José Ferreira de Moura e Sara Marianna Landell de Moura, ambos descendentes de tradicionais famílias rio-grandenses, com ascendência portuguesa, por parte paterna e escocesa, pelo lado materno. Seu avô materno era o médico escocês Robert Landell, diplomado na Universidade de Oxford, Inglaterra.
Roberto Landell de Moura estudou com o pai as primeiras letras. Frequentou a Escola Pública do Professor Hilário Ribeiro, localizada no bairro Azenha, entre a antiga Ponte de Pedra e a embocadura do Campo da Redenção. A Escola ficava num alto, rodeada de velhas laranjeiras, dando ao sítio um aspecto rigoroso e pitoresco.
Em 02 de fevereiro de 1872, Roberto Landell de Moura e seu irmão Ignácio ingressam no Colégio Jesuíta de Nossa Senhora da Conceição, de São Leopoldo, Rio Grande do Sul, onde ambos concluíram o curso de Humanidades em 10 de outubro de 1873.
O Colégio Nossa Senhora da Conceição, fundado pelo Padre Guilherme Feldhaus, começou a funcionar em 31 de julho de 1869, sendo seu derradeiro ano letivo o de 1912. Naquela época era o estabelecimento de ensino mais importante do Estado.
A seguir entrou para o Colégio Gomes, fundado pelo Professor Fernando Ferreira Gomes, localizado na Rua Duque de Caxias, 185, que funcionou na segunda metade do século XIX, em regime de internato, ministrando o Curso de Instrução Primária e o Curso Completo de Preparatórios, que era o Curso Secundário.
Roberto Landell de Moura prestou exames em novembro e dezembro de 1874 e foi habilitado para cursar em 1875 o 1º ano de Francês e de Gramática Portuguesa e o 2º ano de Alemão do Curso Secundário. Seu irmão Ignacio Landell de Moura também prestou exames nesta oportunidade e foi habilitado para cursar o 1º ano de Francês, também do Curso Secundário.
O Colégio Gomes foi o primeiro no Rio Grande do Sul que teve um curso completo de preparatórios. Era a escola mais conceituada de seu tempo, tendo passado por seus bancos escolares praticamente toda a elite política do Rio Grande do Sul que se destacaria no final do século XIX e início do século XX. Era a maior escola da cidade de Porto Alegre, com 176 alunos. Em dezembro de 1876 o emérito professor Fernando Ferreira Gomes, devidos à incômodos de família que necessitava de descanso depois de uma lida trabalhosa de 20 anos, resolveu fechar o Colégio que funcionava em regime de Internato, o Curso de Instrução Primária e o Curso Secundário que era o curso de Preparatórios, permanecendo somente com o curso de instrução primária, agora não mais como internato e, a tarde, ministrando aulas particulares de preparatórios. 
Após Roberto Landell de Moura transferiu-se para o Rio de Janeiro. Em companhia do seu irmão Guilherme, seguiu para Roma, matriculando-se ambos a 22 de março de 1878 no Pontifício Colégio Pio Latino-Americano. Simultaneamente cursou a Pontifícia Universidade Gregoriana, como aluno de Física e Química.
A Universidade Gregoriana foi fundada por S. Inácio de Loiola em 1551 como Collegium Romanum. Gregório XIII, eleito Papa em 13 de maio de 1572, o elevou à qualidade de Universidade Papal, com o nome de Universidade Gregoriana. Foi nesta Universidade, regida pelos padres jesuítas que Roberto Landell de Moura fez seus estudos de Física e Química.
Foi ordenado padre secular em 28 de outubro de 1886, celebrando a sua primeira missa nesse mesmo dia. Desligou-se do Pontifício Colégio Pio Latino-Americano a 29 de dezembro do mesmo ano.
O Padre Roberto Landell de Moura retornou ao Rio de Janeiro, vindo de Roma, no vapor Senegal, chegando no dia 07 de fevereiro de 1887, passando a residir no Seminário São José. Substituiu o coadjutor do capelão do Paço Imperial, por motivo de enfermidades. Reza sua primeira missa na Igreja do Outeiro da Glória para Dom Pedro II e toda sua corte. Em função disso, manteve palestras de caráter científico com Dom Pedro II, expondo suas ideias sobre transmissão do som e da imagem ao Imperador.
A 20 de fevereiro de 1887 retornou ao Rio Grande do Sul e a 28 de fevereiro do mesmo ano foi nomeado, pelo bispo Dom Sebastião Dias Laranjeira, capelão da Capela Nosso Senhor Jesus do Bom Fim, onde permaneceu por um ano, e professor de História Sagrada Eclesiástica no Seminário Episcopal da Madre de Deus de Porto Alegre.
A 27 de junho de 1891 foi provisionado vigário encomendado da Paróquia de Santana na cidade de Uruguaiana, Rio Grande do Sul, onde permaneceu até o dia 31 de outubro do mesmo ano. Vigário Encomendado é o vigário contratado para suprir as necessidades da paróquia, administrava as paróquias em caráter interino, sem titulação, podia ser transferido pelo Bispo.
Com a criação da Diocese de Uruguaiana, no dia 15 de agosto de 1910, pela bula “Praedecessorum Nostrorum”, do Papa Pio X, a Paróquia tornou-se Catedral de Santana.
Em 1892 foi transferido para o Estado de São Paulo, assumindo a paróquia de Santos, litoral paulista, por nomeação do bispo Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho.
De 28 de outubro de 1894 a 19 de dezembro de 1896, o governo da Diocese nomeou o Padre Roberto Landell de Moura como pro-pároco na antiga Igreja Matriz de Santa Cruz, hoje Igreja do Carmo, em Campinas, Estado de São Paulo, substituindo o cônego Scipião F. Goulart Junqueira, já então bastante idoso.
Simples substituto, Padre Landell não quis em sua gestão, tomar iniciativas de vulto. Em matéria de melhoramentos do edifício da matriz, limitou-se a mandar dourar o púlpito, as tribunas e todos os altares. Aproveitando uma rápida aparição do Cônego Scipião em Campinas, inaugurou aquelas obras em fins de 1896. A 4 de janeiro de 1897 tomou posse um novo pro-pároco na Igreja Matriz de Santa Cruz, o Padre Manoel Ribas d’Ávila. Tendo falecido o Cônego Scipião, a 6 de fevereiro do mesmo ano, foi o Padre Ribas nomeado vigário encomendado de Santa Cruz.
Conforme Portaria de 2 de março de 1898, Padre Roberto Landell de Moura foi nomeado pároco da paróquia de Santana, na cidade de São Paulo, tomando posse no dia 6 do mesmo mês e foi provisionado no dia seguinte. Quatro meses depois, outra portaria designou-o também “fabriqueiro” (tesoureiro) da paróquia de Santana e zelador da capela de Santa Cruz. Foi capelão do Colégio Sagrado Coração de Maria, que posteriormente passou a chamar-se Colégio Santana.
Padre Landell foi novamente provisionado, na paróquia de Santana, em 8 de fevereiro de 1899 e também em 28 de fevereiro de 1900. Lá ficaria até outubro de 1900, quando pediu exoneração. No livro tombo da paróquia ele não deixou nenhuma linha escrita. Aparecem apenas o registro de sua exoneração e a nomeação do substituto, padre Braz Joaquim Mercadante (3 de outubro), que tomou posse no dia 14 de outubro.
Em dezembro de 1899, o Padre Roberto Landell de Moura, então vigário de Sant’Anna, estava construindo um grandioso prédio que denominou de “A Polymathica”. O prédio abrangeria quatro edifícios ligados entre si: um Internato, um Externato, um Grêmio e a Proletária. O Internato teria por fim receber as filhas das famílias abastadas da sociedade, onde lhes seria ministrada uma educação completa; a Proletária acolheria as filhas dos operários, dos artistas, dos pobres, que aprenderiam os trabalhos e prendas domésticas em relação com o seu estado; o Externato receberia as filhas dos pobres e as filhas dos ricos, que não quiserem ser internas; o Grêmio seria finalmente um lugar de refúgio para as jovens e senhoras piedosas que não se sentem com vocação para a vida religiosa, mas que não querem viver no mundo, preferindo um abrigo em que possam prestar serviços e levar uma existência mais de conformidade com os conselhos Evangélicos.
O Rvmo. Padre Dr. Roberto Landell de Moura, ao tomar posse na freguesia de Sant’Anna, encontrou o Internato dirigido sabiamente pelas irmãs da benemérita congregação de São José de Chambery e que dirigiriam “A Polymathica”. Ao lado deste edifício do Internato, na parte mais elevada da freguesia de Sant’Anna, Padre Landell iniciou as obras para os outros três edifícios. As obras foram orçadas em 200 contos e não foram concluídas por insuficiências de doações.

Quando da sua permanência no Estado de São Paulo, em 1899, Padre Landell inventou e montou um aparelho que denominou de Telephoro, que consistia de um transmissor e receptor, transmitindo a fonia, a voz humana a cerca de 7.000 m de distância, sem a utilização de fios. O jornalista José Rodrigo Botet testemunhou a experiência e escreveu a respeito no jornal Diário Español, de São Paulo.

Em 14 de junho de 1899, o Jornal do Commercio do Rio de Janeiro, na capa, noticia as experiências realizadas pelo Padre Roberto Landell de Moura com seus aparelhos denominados Telephoro. 

Jornal do Commercio – 14.06.1899 – Página 1
O TELÉFORO

O “Diário Hespanhol”, depois de várias considerações sobre o telégrafo sem fio e de citar diversas experiências com feliz resultado, diz o seguinte em artigo sob o título supra:
“Enquanto essas colossais conquistas têm lugar no velho mundo, vejamos as que na mesma ordem de progressos alcançam os preclaros talentos americanos, filhos deste fecundíssimo Brasil. O Rev. Padre R. Landel tem a mesma linha máxima de partida que os inventores europeus, mas difere quanto aos aparelhos de emissão recepção e outros agentes que entram por muito na facilidade de construção e funcionamento dos seus diferentes mecanismos. O Padre Landell já conseguiu transmitir a palavra a uma distância maior de sete mil metros, servindo-se do éter, das correntes telúricas e do ar eletrizado; o aparelho transmissor, porém, colocado no ponto de partida, como o receptor no ponto de chegada, são, repetimos, inteiramente distintos dos das invenções européias, e mais, não emprega tubos de cristal, nem limaduras metálicas de espécie alguma em seu maravilhoso trabalho.
Os mecanismos de que usa recolhem a voz e lançam através do espaço em uma direção determinada, seguindo invariavelmente o caminho mais curto que medeia entre o transmissor e receptor, isto é, uma linha inteiramente reta, seja qual for o estado atmosférico no instante em que se verifica a transmissão. Nas diversas experiências executadas recentemente notou o inteligente inventor, que a zona que à mercê das vibrações do éter percorre o som articulado, se vai alargando à medida que se aproxima do receptor, de modo que, colocando-se vários desses receptores dentro do mesmo campo de recepção, alguns metros separados uns dos outros, todos eles recebem ao mesmo tempo com a mesma clareza a palavra transmitida. Deste resultado, que se saiba, não o obteve sábio algum, nem no velho nem no novo mundo, cabe ao padre Landell toda a glória da invenção.
Para tal alcançar não se pense que o infatigável homem de ciência foi de um salto, há muitos anos que faz experiências e estuda metodicamente, entregando-se inteiramente à construção do triunfo que acaba de conseguir, sujeito por certo às leis da mais esquisita precisão, das quais fez nascer o seu pequeno aparelho transmissor e o seu pequeníssimo receptor. Como trabalho, um e outro são notáveis, como se compreenderá do seguinte: Colocado o aparelho transmissor em um compartimento qualquer junto a uma janela aberta, em frente da qual e a seis ou sete mil metros de distância esteja colocado ao ar livre o receptor, poderão falar duas pessoas como se estivessem a um metro de distância uma da outra. Como se explica essa surpreendente operação? Eis o que diz o inventor:
‘ O aparelho transmissor recolhe a palavra pronunciada com toda a naturalidade. Em virtude da especialidade de sua construção, imprime-lhe a força suficiente para que o fluído etérico, que constantemente invade o dito aparelho e que está unido por invisível e elástica cadeia com o receptor posto a seis ou sete mil milhas a distância, de vibração em vibração, aumentando estas de poder e de rapidez à proporção que a palavra ou o som se afastam do ponto de partida, transpõe-se a referida distância com a ligeireza do pensamento, isto é, o éter serve no caso presente da mesma forma que antes servia o fio de metal, como condutor da linguagem telegráfica, com esta diferença, o fio metálico aprisiona a eletricidade dentro de uma zona limitada a seu próprio diâmetro na trajetória que percorre, entretanto que a onda sonora ou a palavra transmitida, servindo-lhes de veículo condutor o éter, as correntes telúricas e o ar eletrizado, ao passar do transmissor ao receptor, estabelece em redor da reta invisível, em que se apóia um campo largo em ativa vibração, cujas dimensões aumentam, como antes dissemos, à medida que se vai aproximando do plano de recepção.”
No dia 3 de junho de 1900, no alto de Santana, cidade de São Paulo, Roberto Landell de Moura realizou mais uma experiência particular, com vários aparelhos de sua invenção, presenciada pelo Cônsul Britânico em São Paulo, Sr. Percy Charles Parmenter Lupton, autoridades brasileiras, povo e vários capitalistas paulistanos. Estas experiências foram registradas pela imprensa da época. O Jornal do Commércio do Rio de Janeiro, no dia 10 de junho, na página 2, noticiou:
“No domingo próximo passado, no Alto de Sant´Ana, cidade de São Paulo, o padre Roberto Landell fez uma experiência particular com vários aparelhos de sua invenção, no intuito de demonstrar algumas leis por ele descobertas no estudo da propagação do som, da luz e da eletricidade, através do espaço, da terra e do elemento aquoso, as quais foram coroadas de brilhante êxito.
Estes aparelhos eminentemente práticos, são como tantos corolários, deduzidos das leis supracitadas.
Assistiram a esta prova, entre outras pessoas, o Sr. P. C. P. Lupton, representante do Governo Britânico, e sua família.”
Tratava-se do primeiro registro sobre a transmissão da fonia por ondas eletromagnéticas e ondas luminosas, feito pela imprensa, de que se tem notícias.
Guglielmo Marconi que também vinha se dedicando a essas experiências, centrou seu trabalho na telegrafia sem fio e só se ocupou com a transmissão da fonia, áudio, em 1914, quando realizou os primeiros experimentos de radiotelefonia, na cidade de Spezia, sobre o navio “Regina Elena”, conseguindo transmitir a palavra a 71 quilômetros.
Em virtude de brilhante êxito de suas experiências inéditas, em nível mundial, Roberto Landell de Moura obteve uma patente brasileira para um “aparelho destinado à transmissão phonética à distância, com fio ou sem fio, através do espaço, da terra e do elemento aquoso”, patente nº. 3.279. Era o dia 09 de março de 1901.
O mérito do Padre Landell é ainda maior se considerarmos que desenvolveu tudo sozinho. Era dessas pessoas que além do seu lado místico, integrava em sua personalidade o gênio teórico e o lado prático para a construção de seus aparelhos. Ele era o cientista, o engenheiro e o operário ao mesmo tempo.
Consciente de que suas invenções tinham real valor, o padre Landell, no dia 14 de junho de 1901, partiu no vapor Piemonte com destino à Itália e daí para a França, e em agosto desse mesmo ano para os Estados Unidos da América, em excursão científica, três meses depois de ter conquistado a patente brasileira. Nos Estados Unidos passou a residir no distrito de Manhattan, em Nova York, onde instalou seu gabinete. A Igreja Católica, reconhecendo e apoiando o seu trabalho como cientista, concedeu-lhe permissão especial para viajar aos Estados Unidos da América, onde permaneceu por quatro anos para patentear seus inventos. Obtém três patentes no The United States Patent Office, em New York, Estados Unidos: “Transmissor de Ondas” - precursor do rádio, a 11 de outubro de 1904, patente de nº. 771.917; “Telefone sem fio” e “Telégrafo sem fio”, a 22 de novembro de 1904, patentes de nºs. 775.337 e 775.846. Nas patentes agrega vários avanços técnicos como transmissão por ondas contínuas, por meio da luz, princípio da fibra óptica e por ondas curtas; e a válvula de três eletrodos, peça fundamental no desenvolvimento da radiodifusão e para enviar mensagens.
Ainda nos Estados Unidos, o Padre Roberto Landell de Moura, em 20 de agosto de 1904, traçou um projeto de transmissão de imagens à distância, que denominou “The Telephotorama” (a história oficial diz que, em 1926, o escocês John Logie Baird fez a primeira demonstração pública do que se poderia chamar de televisão).
Quando retornou ao Estado de São Paulo em 1905, assumiu as Paróquias de Botucatu, Mogi das Cruzes e Caconde.
De março a novembro de 1905, foi vigário da paróquia de Botucatu, no interior de São Paulo, a convite do bispo Dom José Camargo de Barros.
Em 15 de dezembro de 1905, Padre Roberto Landell de Moura solicitou à Câmara dos Deputados de São Paulo, atual Assembleia Legislativa, através de uma petição escrita de próprio punho, um auxílio pecuniário afim de prosseguir nos estudos tendentes a por em prática os seus sistemas de telegrafia e telefonia, que foi lida na sessão da Câmara dos Deputados do dia 16 de dezembro de 1905.
Landell juntou à petição três pareceres, com tradução juramentada, de uma comissão de peritos americanos, nomeados propositalmente para emitir o seu juízo sobre o útil, prático e comercial de seus inventos.  Também juntou recortes do jornal A Platéa, ref. aos dias 22 e 25 de março de 1905 e do New York Herald do dia 12 de outubro de 1902.
A Câmara dos Deputados de São Paulo através da Comissão de Fazenda e Contas, em de 20 de julho de 1906, emitiu o Parecer Nº 3, sobre dez petições, sendo a do Padre Landell a quarta, alegando que “uns foram atendidos e outros perderam a sua oportunidade”, deu o parecer “que sejam todos arquivados”. O Parecer Nº 3 é assinado pelos Srs. U. Herculano de Freitas, Manuel A. de Gusmão e Veiga Filho. Esse material está no Acervo Histórico da Assembleia Legislativa de São Paulo.
Landell, mesmo usando argumentos patrióticos, não conseguiu sensibilizar os parlamentares. Na Petição de auxílio pecuniário também não especificou a importância que necessitaria para produzir e comercializar suas invenções. E assim perdemos a oportunidade de entrar para a História.
Em 19 de abril de 1906, foi nomeado, oficialmente, pároco na cidade de Mogi das Cruzes, também no interior de São Paulo, tomando posse às 11 horas do dia 22 de abril de 1906, substituindo o Padre José Antonio de Rezende, permanecendo até abril de 1907. No livro tombo da paróquia de Mogi das Cruzes não há qualquer menção ao período em que Padre Landell foi vigário. Cita-se apenas a sua substituição, mas como tendo ele solicitado a exoneração. O jornal A Vida noticiou, em 24 de março de 1907, que ele pediria exoneração do cargo de vigário da paróquia. O padre Braz Joaquim Mercadante tomou posse no cargo de vigário da paróquia de Mogi das Cruzes em 7 de abril de 1907.
Também em 1907, o Padre Landell de Moura, sob a designação de “O Perianto”, descrevia minuciosamente os efeitos eletro-luminescentes da aura humana e animal e sua gravação em filme fotográfico (processo fotográfico que revelou que todos os corpos são circundados por halos de energia luminosa colorida).
Em 1894 Fernando Sanford discutiu em um trabalho publicado pela Physical Review uma técnica de fotografia elétrica, que ele desenvolveu a partir de 1891. As imagens que ele publicou no trabalho estão claramente mostrando algumas bordas nos objetos que ele fotografou. Vários anos depois, as bordas que apareceram na fotografia elétrica foram reconhecidas como o “efeito Kirlian”.  Ao contrário de Kirlian, Sanford fez o seu melhor para reduzir essas bordas, melhorando o dispositivo, mas perdendo o “efeito Sanford”. Em 1939 esse efeito foi conhecido, na Rússia, sob a denominação de “efeito Kirlian”.
O Padre Roberto Landell de Moura deixou minuciosos relatos dos efeitos da acumulação da eletricidade no comportamento do corpo humano, denominando-os “estenicidade”, e suas formas de controlá-los.
Padre Landell ficaria uns tempos em São Paulo, sem ter definição para onde ir. Hospedou-se no Hotel Albion, na rua Santa Ifigênia, zona central da cidade. Esteve em Tambaú, depois voltou à capital paulista.
Há pouco chegado de São Paulo, em 01 de janeiro de 1908, pela manhã, o Padre Roberto Landell de Moura celebrou uma missa de ano novo na Capela do Espírito Santo, com extraordinária assistência. Após o ato religioso, o ilustre sacerdote, que era também um excelente orador, deliciou os ouvintes com eloquente oração, alusivo à data que então se comemorava. O pequeno templo ficou inteiramente repleto, sendo o côro, como de costume, ocupado por distintas senhoritas. Durante a missa fez-se também ouvir a banda musical da Escola de Guerra, que se apresentou com o seu vistoso 1º uniforme.
Em 2 de julho de 1908 foi nomeado vigário encomendado da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Caconde pela portaria de Dom Duarte Leopoldo e Silva, Bispo de São Paulo, tomando posse a 19 do mesmo mês. Atendia também uma capela de Tapiratiba, cidades vizinhas, que pertencia, na época, a Diocese de Ribeirão Preto. Naquela época, Tapiratiba era uma vila, um núcleo rural, que pertencia a Caconde. A Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Caconde estava no território municipal de mais de 500 quilômetros quadrados de extensão, possuindo mais de 40 comunidades rurais, com seus núcleos organizados e funcionando satisfatoriamente.
Padre Roberto Landell, ainda em Caconde, a 08 de setembro de 1908, benzeu a centenária Capela de Nossa Senhora da Aparecida.
Padre Landell era muito querido em Caconde e em 20 de setembro de 1908 autoridades locais representaram a Dom Duarte Leopoldo e Silva, pedindo que o vigário não fosse removido para o Rio Grande do Sul. Um documento com 82 assinaturas, entre as quais a do prefeito, presidente da Câmara, vereadores, juiz de Direito, comerciantes e fazendeiros e povo em geral foi entregue ao bispo.
Em 27 de setembro de 1908 Padre Landell pede demissão, permanecendo até o dia 14 de outubro, quando retorna para o Rio Grande do Sul.
Vindo de São Paulo, no Paquete Venus, chegando no dia 15 de outubro de 1908 em Porto Alegre, assume a Paróquia do Menino Deus no dia 18 de outubro do mesmo ano, permanecendo até 31 de dezembro de 1914.
O Cônego Roberto Landell de Moura, por ocasião do falecimento da Sra. Alice Duarte Villanova, esposa do Capitão Fausto de Azambuja Villanova, celebrou, no dia 17 de março de 1911, na Igreja do Menino Deus, os atos de encomendação e sepultamento. A Banda de Música da Brigada Militar executou, durante às cerimônias, marchas fúnebres.

No dia 18 de dezembro de 1911, Padre Roberto Landell de Moura celebrou as cerimônias de encomendação do seu sobrinho Roberto, ontem falecido, filho do seu irmão o médico militar Dr. Ignácio Landell de Moura.

Em 05 de janeiro de 1913, às 18 horas, por ocasião da inauguração do Jardim Zoológico Villa Diamela de Porto Alegre, fundado e mantido pelo Sr. Juan Ganzo Fernandes no arrabalde do Menino Deus, monsenhor Octaviano Pereira de Albuquerque, vigário geral, representando o arcebispo D. João Becker, ajudado pelo cônego Dr. Roberto Landell de Moura e pelos padres Ildefonso Penalba e Antonio Berenguer, de cima de uma das pontes que dava passagem por sobre o lago que embelezava o parque, lançou a benção católica sobre o Jardim Zoológico.
Padre Roberto Landell de Moura, em substituição ao Padre Joaquim Cacique de Barros, que havia falecido, assumiu, por algum tempo, a presidência do Asilo de Santa Thereza, que posteriormente passou a chamar-se Sociedade Humanitária Padre Cacique (Asilo Padre Cacique), com sede própria na Avenida Padre Cacique, 1178, em Porto Alegre.
Em 31 de agosto de 1913, Padre Roberto Landell de Moura aperfeiçoa seu projeto de transmissão da imagem à distância, agora dando o nome de Televisão. O caderno com estas anotações faz parte do acervo do pesquisador Ivan Dorneles Rodrigues. Isto permite concluir que o Padre Landell estava, pelo menos, caminhando para um processo de transmissão e recepção da imagem, ou seja, da televisão. Ele também é precursor da referida invenção.
Em janeiro de 1914, em Porto Alegre, foi criada a Faculdade de Medicina Homeopática do Rio Grande do Sul, com sede na Rua Riachuelo, n° 301.
A Faculdade ministrava os cursos de medicina e farmácia. Entre os primeiros “professores catedráticos doutores”, estavam os irmãos Dr. João Landell de Moura, farmacêutico laureado e doutor em medicina, e o Padre Doutor Roberto Landell de Moura.
Dr. João Landell de Moura era formado pela Faculdade de Medicina e Farmácia de Porto Alegre, tendo colado grau em 20 de dezembro de 1904.
Na inauguração da Faculdade de Medicina Homeopática do Rio Grande do Sul, ocorrida a 02 de março de 1914, o Rev. Dr. Roberto Landell de Moura fez eloquente discurso baseado na “lei dos similares”, tomando por tema os princípios “contraria contrariis curantur” e “similia similibus curantur”.
Inicialmente, na Faculdade de Medicina Homeopática do Rio Grande do Sul, foram matriculados mais de cem alunos, incluindo, entre eles, médicos, dentistas, farmacêuticos, advogados, engenheiros e oficiais de diversas patentes do Exército.
No entanto, no mesmo ano de fundação da instituição, Ignácio Capistrano Cardoso, membro da diretoria, pediu exoneração por discordar da apresentação de um projeto que previa um ordenado para os membros da diretoria, o que ia de encontro aos estatutos estabelecidos. Conforme havia sido acordado, nenhum membro da diretoria ou do corpo docente teria ordenado ou vencimento durante o primeiro ano de funcionamento da Faculdade. Com seu afastamento, a instituição deixou de ter uma orientação homeopática, tornando-se eclética.
Segundo Sabino Menna Barreto (1944), a partir deste desentendimento o corpo docente se dividiu, provocando a cisão da instituição em duas: Faculdade de Ciências Médicas e Escola Médico-Cirúrgica de Porto Alegre, sendo que nenhuma das duas era constituída por homeopatas. A prática da homeopatia, a seu ver, ficou restrita aos centros espíritas.
Em 1915, contudo, se teve notícia de uma nova iniciativa de Ignácio Capistrano Cardoso, que teria conseguido fundar uma enfermaria homeopática no Hospital da Brigada Militar do Estado.
A Escola Médico-Cirúrgica de Porto Alegre, criada em fevereiro de 1915, acabou por absorver os alunos da Faculdade de Medicina Homeopática.
A 6 de janeiro de 1915, substituindo o Monsenhor Dr. Luiz Mariano da Rocha, escolhido para Vigário Geral da Arquidiocese, assumiu as funções de vigário da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, em Porto Alegre, onde permaneceu até sua morte.
A 07 de junho de 1916, Roberto Landell de Moura foi nomeado Cônego Capitular, Penitenciário do Cabido Metropolitano de Porto Alegre pelo Exmo. Sr. Arcebispo Metropolitano. Cônego é uma dignidade eclesiástica; religioso que vive segundo um Cânon, Regra, Instituto monástico. Cabido é uma congregação, um colégio dos cônegos de uma catedral.
Em 1919, o Cônego Roberto Landell de Moura escreveu o livro Apontamentos de Psychologia, impresso como manuscrito pela Imprensa Mercúrio, Rua Andrade Neves, 92, em Porto Alegre-RS.
Foi sócio-fundador do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, fundado a 5 de agosto de 1920, que tem sede própria na Rua Riachuelo, 1317, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, onde estão guardados seus cadernos, anotações e patentes. O Instituto possui um busto do Monsenhor Roberto Landell de Moura, esculpido em bronze, pelo escultor gaúcho Marcelo Rosales, atualmente residindo em Florença, Itália.
No ano de 1922 expirou o prazo de dezessete anos, estipulado pela lei norte-americana para a reserva de direito de invenção, abrindo-se assim o caminho para a livre fabricação nos Estados Unidos dos aparelhos inventados pelo padre brasileiro.
A 17 de setembro de 1927 foi elevado, pelo Vaticano, a Monsenhor, e seis meses antes de falecer nomeado Arcediago, promoções que lhe foram feitas merecidamente.
Monsenhor Roberto Landell de Moura era um inveterado fumante e os cigarros de sua preferência era os da Marca Veado, na época, fabricados no Rio de Janeiro.
Aos 67 anos de idade, no dia 30 de junho de 1928, sábado, às 17h45min, faleceu placidamente, abatido pela tuberculose, no Hospital Beneficência Portuguesa de Porto Alegre, com todos os sacramentos da Igreja, cercado por seus parentes e alguns amigos fiéis e devotados, assistido, nos seus últimos momentos, pelo senhor Arcebispo Metropolitano Dom João Becker, que lhe ministrou os últimos sacramentos.
O Monsenhor João Emílio Berwanger, pró-vigário geral, celebrou, no domingo, dia 1º de julho, pela manhã, na Capela da Beneficência, missa de corpo presente. Em caráter solene, na Catedral Metropolitana, às 15 horas, foi celebrada a encomendação, tendo presidido as cerimônias o arcebispo Dom João Becker, secundadas pelos Monsenhores João Emílio Berwanger, João Maria Balém, José Barea e Nicolau Marx, e assistidas por todos os cônegos do Cabido Metropolitano. O “Libera-me Domine” foi cantado com o acompanhamento de todo o clero secular e regular da arquidiocese. O templo estava repleto de fiéis e lá fora, uma chuva torrencial.
Além das ciências físicas, Roberto Landell de Moura se interessou pela química, biologia, botânica, psicologia, parapsicologia e medicina, sendo o primeiro cientista brasileiro com registro internacional de invenção pioneira. Suas descobertas estão servindo à humanidade até hoje.
O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento - CPqD, em Campinas, Estado de São Paulo, que abriga os laboratórios de eletrônica da UNICAMP e algumas indústrias eletrônicas, considerando que o Padre Roberto Landell de Moura desenvolveu grande parte de seus inventos em Campinas, batizou seu centro de pesquisas com o nome do Padre Roberto Landell de Moura.
No Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, é nome de escola. Patrono da Escola Estadual de Ensino Fundamental Monsenhor Roberto Landell de Moura, fundada em março de 1958, sito na Rua José Gomes, 400, bairro Tristeza.
A 6 de maio de 1967, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, foi criada a Fundação Educacional e Cultural Padre Landell de Moura - FEPLAM, organização não governamental, embora de caráter público. Foi batizada com o nome do Padre-cientista como homenagem ao grande homem de ciência, Precursor da Telecomunicação. Sua sede está situada na Avenida Ipiranga, 3501.
Na cidade de Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, é nome de colégio. A 12 de fevereiro de 1975, foi inaugurado, na Avenida Presidente Costa e Silva, 787, bairro Planalto, o Colégio Estadual Landell de Moura.
O Colégio Estadual Landell de Moura possui o Grupo Escoteiro Landell de Moura - 192. O Grupo foi fundado através do programa “Escotismo nas Escolas”, do Governo do Estado, a 20 de setembro de 1986.
Por seu pioneirismo nas telecomunicações, o Egrégio Conselho Federal da Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão - LABRE, entidade que congrega os radioamadores brasileiros, em reunião realizada a 25 de setembro de 1981, em Brasília-DF, elegeu o Padre-cientista Roberto Landell de Moura como “Patrono dos Radioamadores do Brasil”. Na verdade foi o 1º radioamador brasileiro em telegrafia e fonia.
Na Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão - LABRE/SP, em sua sede própria, na Rua Dr. Miguel Vieira Ferreira, 345A, Tatuapé, São Paulo-SP, encontra-se o busto do Padre-cientista Roberto Landell de Moura, doação dos radioamadores portugueses para os colegas brasileiros, uma escultura em bronze de aproximadamente 80 kg., e uma placa também em bronze com os dizeres:

 

Pe. Roberto Landell de Moura
Serviu a Deus e a Ciência
Precursor da Telefonia e
Telegrafia sem fios
Patrono dos Radioamadores do Brasil
21.01.1861 - 30.06.1928

Primeiramente, a 20 de setembro de 1983, o busto foi inaugurado na Avenida Paulista, sob o grande vão do MASP. O local era bem apropriado porque foi na Avenida Paulista que ele realizou uma de suas mais importantes experiências públicas. O busto apresenta uma certa feição portuguesa, evidência de que foi esculpido em Portugal. Foi trazido de Portugal por um grupo de radioamadores portugueses do Departamento de Rádio Emissão Padre Landell de Moura - DREPLAM do Elos Club do Porto, encabeçada por Arnaldo Nascimento - CT4QI. Em 5 de novembro de 2001, nas comemorações do Dia do Radioamador, foi definitivamente instalado na sede da LABRE/SP.
Em 1984 a Fundação de Ciência e Tecnologia - CIENTEC, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, construiu uma réplica daquele que pode ser considerado o primeiro aparelho de rádio do mundo: o Transmissor de Ondas (Wave-Transmitter, patente nº. 771.917, de 11 de outubro de 1904). Esta réplica encontra-se em exposição no saguão da Fundação Educacional e Cultural Padre Landell de Moura - FEPLAM, na Avenida Ipiranga, 3501, em Porto Alegre-RS.
Em 1986, para homenagear e promover o nobre apostolado da Comunicação Social, o então Bispo Diocesano de Santa Maria Dom José Ivo Lorscheiter instituiu o Prêmio “Landell de Moura”. O mesmo é conferido anualmente por ocasião do “Dia das Comunicações Sociais” à pessoa ou empresa que, no campo da Comunicação Social e no Âmbito dos Municípios da Diocese de Santa Maria, alcançar especial benemerência na promoção e defesa dos valores humanos e cristãos, bem como na educação comunitária.
O Prêmio leva o nome “Landell de Moura” em homenagem ao gaúcho Padre Roberto Landell de Moura (1861-1928), um dos cientistas brasileiros que tinha os olhos voltados para o futuro, e que através de seus experimentos e descobertas foi um pioneiro da radiotransmissão e chegou até a projetar a TV.
No Estado de São Paulo, a 16 de julho de 1992, pela Lei nº.7.957, assinada pelo Governador Luiz Antônio Fleury Filho, foi instituída oficialmente a “Semana Padre Roberto Landell de Moura”, a ser comemorada todos os anos, de 5 a 11 de novembro.
Nas comemorações do 1º Centenário da bem sucedida experiência pública do Padre Roberto Landell de Moura, acontecida em 1893, foi inaugurado, a 7 de junho de 1993, às 16h30min, na cidade de Santa Maria-RS, em frente ao Santuário de Nossa Senhora Medianeira, um monumento em sua homenagem.
O Prefeito Municipal de Porto Alegre-RS, Sr. Raul Pont, a 11 de outubro de 1999, sancionou a Lei nº. 8.355, autorizando o Executivo Municipal a erigir um busto em homenagem ao Padre-cientista Roberto Landell de Moura, no Belvedere Deputado Rui Ramos, no bairro Santa Tereza.
A 3 de novembro de 1999, o Governador do Estado do Rio Grande do Sul, Ilustríssimo Sr. Olívio Dutra, sancionou a Lei nº. 11.384, instituindo a “SEMANA PADRE LANDELL DE MOURA”,  a ser comemorada de 24 a 30 de setembro de cada ano. A Semana terá como motivo reverenciar a memória do Padre-cientista Roberto Landell de Moura.
A 15 de maio de 2008, o Prefeito Municipal de Porto Alegre José Fogaça sancionou a Lei nº 10.438, denominando a Rua Padre Roberto Landell de Moura, no bairro Hípica, Projeto de Lei da Vereadora Clênia Maranhão (PLL nº 193/07), homenageando o sábio inventor portoalegrense.
A Lei nº. 8355, Lei nº. 11.384 e a Lei nº 10.438 foram elaboradas atendendo a solicitação do pesquisador e radioamador Ivan Dorneles Rodrigues - PY3IDR, autor do livro “Brasileiro, Gaúcho, Um Gênio Diferente: Landell de Moura”, editado pela CORAG - Companhia Rio-grandense de Artes Gráficas, Imprensa Oficial do Estado do Rio Grande do Sul.
Como justa homenagem ao ilustre inventor gaúcho, o Exército Brasileiro concedeu a denominação histórica de “Centro de Telemática Landell de Moura” ao 1° Centro de Telemática de Área, organização militar situada na Rua dos Andradas, 562, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
A 13 de julho de 2002 foram transladados os restos mortais do Monsenhor Roberto Landell de Moura que estavam depositados no Cemitério dos Padres, localizado no Bairro Glória, na Gruta Nossa Senhora de Lourdes, em Porto Alegre-RS, para um altar lateral da Igreja Nossa Senhora do Rosário, na Rua Vigário José Inácio, 402, também em Porto Alegre-RS, junto às imagens de São José, Santa Cecília e São Roque. No altar está uma lápide com seu nome, as datas de nascimento, ordenação e falecimento, o registro de seus inventos e a inscrição “Sacerdote e Precursor da Telecomunicação”.
Em 2007, a Sociedade Brasileira de Microeletrônica instituiu o Prêmio Pe. Roberto Landell de Moura, com a intenção de estimular atividades de pesquisa e de inovação na área de microeletrônica e para comemorar e reconhecer as invenções do Pe. Roberto Landell de Moura, que foi um homem à frente do seu tempo, com grande visão, criatividade e persistência. Ele foi um precursor do rádio, demonstrando um sistema de comunicação sem fio, por ondas eletromagnéticas e ondas luminosas, incluindo os componentes inventados por ele próprio, em 1894. Ele lutou por apoio industrial e governamental para seus inventos. Seus feitos e características o tornam um modelo a ser seguido.
Qualquer pessoa é elegível ao prêmio, não tendo restrições quanto a ser membro ou não da Sociedade Brasileira de Microeletrônica, nacionalidade, raça, credo, gênero ou idade. O premiado deve apresentar algumas das características inerentes ao Pe. Roberto Landell de Moura, ou seja: visionário, criativo e persistente, e ter contribuído com o desenvolvimento da área de microeletrônica no Brasil.
Como parte do prêmio o homenageado ganha um certificado, uma medalha e torna-se associado vitalício da Sociedade Brasileira de Microeletrônica, sem pagar anuidades e inscrição gratuita nos próximos 5 congressos anuais da sociedade.
As indicações aos premiados são solicitadas a todos os membros da Sociedade Brasileira de Microeletrônica para encaminhamento ao comitê do Prêmio Pe. Roberto Landell de Moura com endosso de mais dois especialistas, com justificativa e currículo resumido do indicado.
O comitê do Prêmio Pe. Roberto Landell de Moura é atualmente coordenado pelo Prof. José Alexandre Diniz.
A 3 de janeiro de 2011, o Prefeito Municipal de Porto Alegre José Fortunati sancionou a Lei nº 11.031, instituindo, no âmbito da política da ciência, tecnologia e inovação do Município, o ano de 2011 como o Ano da Inovação Padre Landell de Moura e dispõe sobre as ações a esse referentes.
A 21 de janeiro de 2011, em comemoração aos 150 anos de nascimento do Padre Roberto Landell de Moura, os Correios emitiram um selo postal em sua homenagem.
A 19 de abril de 2011, a Câmara Municipal de São Paulo, atendendo ao que dispõe o Decreto Legislativo nº 07/2011, concedeu ao Padre Roberto Landell de Moura, “In Memoriam”, o título de Cidadão Paulistano.
A 27 de dezembro de 2011, o Prefeito Municipal de Porto Alegre José Fortunati sancionou a Lei nº 11.179, incluindo a efeméride Semana Padre Landell de Moura, a ser comemorada de 24 a 30 de setembro de cada ano, no Anexo à Lei nº 10.904, de 31 de maio de 2010 - que institui o Calendário de Datas Comemorativas e de Conscientização do Município de Porto Alegre.
A 6 de janeiro de 2012, o Prefeito Municipal de Porto Alegre José Fortunati sancionou a Lei nº 11.193, declarando Patrono da Ciência, da Tecnologia e da Inovação no Município o padre e cientista Roberto Landell de Moura.
A 27 de abril de 2012, a Presidente da República Dilma Rousseff sancionou a Lei nº 12.614, que dispõe sobre a inscrição do nome do Padre Roberto Landell de Moura no Livro dos Heróis da Pátria, depositado no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves. A referida Lei foi publicada no Diário Oficial da União do dia 30 de abril de 2012, na página 1.